Palmeiras será grande atração da Série B
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quinta-feira, 23 de maio de 2013
Agência Estado 
São Paulo - O Palmeiras será a grande atração do Campeonato Brasileiro da Série B de 2013. Como já aconteceu há dez anos, quando sagrou-se campeão da segunda divisão nacional, o time paulista entra como favorito ao título. Não só por sua tradição, como também pela disparidade financeira que o separa dos outros 19 participantes.
Enquanto o Palmeiras terá à disposição a sua cota da televisão, que pode chegar a R$ 80 milhões conforme o retorno do pay-per-view, os outros clubes vão receber da televisão a insignificante cota de R$ 3,4 milhões, pagos em dez parcelas de R$ 340 mil. Este valor é líquido porque são descontados 5% de INSS - previdência social - e 5% de direito de imagem dos jogadores. O valor bruto é de R$ 3,8 milhões.
Só o Sport foge da regra por ter um acordo bilateral com a Rede Globo, detentora dos direitos de imagens, por uma cota de R$ 20 milhões. É a chamada "reserva de praça" no caso de Recife, considerada uma cidade estratégica. O time pernambucano deve, portanto, ser apontado como um dos times que pode brigar diretamente pelo acesso.
A disparidade é enorme "da água para o vinho", diz o presidente do Bragantino, Marco Chedid. Para ele, o mínimo necessário para se tocar um time na Série B por oito meses de competição seria algo em torno de R$ 7 milhões, ou seja, perto de 30% do que recebe o Sport.
Sem dinheiro para investir, os clubes, de forma geral, estão mantendo os seus elencos usados no início da temporada nos Estaduais. Com alguns poucos retoques. O plano dos dirigentes é não gastar nas seis primeiras rodadas porque depois a disputa será paralisada por causa da Copa das Confederações. Isso vale tanto para jogadores como também para os técnicos e suas comissões técnicas.
A tendência é que todos os clubes façam mudanças após este recesso. E a sua intensidade vai depender, justamente, do desempenho de cada um na fase inicial. Até o Palmeiras adotará este esquema, embora já venha priorizando a Série B desde que Paulo Nobre assumiu a presidência, em dezembro.
Ele assegurou a permanência do técnico Gilson Kleina, que já subiu com a Ponte Preta em 2011, e já fez alguns negócios visando a competição, como a ida de Barcos para o Grêmio, com a vinda de vários jogadores: Vilson (zagueiro), Léo Gago (volante), Rondinelly (meia), e Leandro (atacante). E de outros nomes como o goleiro Fernando Prass, do Vasco; os laterais Ayrton, do Coritiba, e Weltinho, do Corinthians; o lateral-esquerdo Marcelo Oliveira, do Cruzeiro; o atacante Kléber, do Porto, de Portugal, além da volta do meia Souza, que estava no Náutico e goza de prestígio com o treinador.


