Palmeiras segue imponente no Brasileiro
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domingo, 04 de outubro de 2009
Fábio Hecico e Sanches Filho<br> Agência Estado 
Santos - O hino simboliza bem a fase do Palmeiras: ''Quando surge o Alviverde imponente, no gramado em que a luta o aguarda...'' Mais uma vez o líder do Campeonato Brasileiro mostrou sua força. Diante de um bravo, aguerrido Santos, buscou a virada por 3 a 1, ontem, na Vila Belmiro, e manteve a boa vantagem de cinco pontos sobre o segundo colocado, agora o São Paulo.
Restam apenas 11 rodadas para o fim da competição e a contagem regressiva verde cresce ao mesmo tempo em que o time segue somando vitórias. Em 27 rodadas, já são 15 vítimas e 53 pontos na busca pelo pentacampeonato nacional.
Méritos para o time com mais jogadores que desequilibraram. Quando o momento era delicado dentro do clássico, e o Santos vencia por 1 a 0, Diego Souza apareceu, numa doce vingança da eliminação para os santistas nas semifinais do Paulistão, na qual foi expulso e brigou com o zagueiro Domingos (hoje na Portuguesa).
O meia palmeirense anotou o gol do empate e criou a jogada da virada, ao driblar o zagueiro e cruzar para Robert. Jogou bem, mas agora desfalca o time por duas rodadas, pois amanhã se apresenta à seleção brasileira para os duelos finais das Eliminatórias - contra Bolívia e Venezuela. Não encara o Avaí, na próxima quinta, em São Paulo, e o Náutico, no dia 12, no Recife.
''Ah, sai da frente, sai que o Diego é chapa quente'', cantaram os palmeirenses, na saída de seu craque do campo, o último ao deixar o gramado.
Os times entraram em campo pressionados. Com o Brasileirão se aproximando da reta final, os times viam seus objetivos ameaçados. Ao Palmeiras, a preocupação era a aproximação dos demais concorrentes ao título como São Paulo e Atlético Mineiro. Ao Santos, a distância que só aumentava do G-4, que dá vaga à Copa Libertadores da América.
O discurso dos técnicos mais vencedores do País era de que o empate não servia. Luxemburgo e Muricy Ramalho trocaram abraço apertado e viram um primeiro tempo aquém do esperado. Dois chutes perigosos de Diego Souza de um lado, uma chance de Germano chutada para o alto e mais nada.
Refletores acesos, torcidas cantando e times mais ligados. Finalmente o futebol era digno de clássico. Em casa, o Santos abriu o marcador com Luizinho, aos 10 minutos, em um chute cruzado no canto direito de Marcos.
Doce ilusão santista. O Palmeiras não se intimidou, partiu para o ataque e empatou, aos 19 minutos, em uma cabeçada de Diego Souza no ângulo esquerdo do goleiro Felipe. Virou com Robert, aos 27, e definiu o triunfo com Vágner Love, aos 32, em uma jogada feita por Obina e colaboração do lateral-esquerdo Triguinho. Tudo isso para uma nova ''festa no chiqueiro''.
EM SANTOS
Santos 1
Felipe; George Lucas (Luizinho), Fabão (Astorga), Eli Sabiá e Triguinho; Pará (Felipe Azevedo), Rodrigo Souto, Germano e Madson; Neymar e Kléber Pereira. Técnico: Vanderlei Luxemburgo
Palmeiras 3
Marcos; Figueroa, Maurício Nascimento, Danilo e Armero; Edmílson, Souza, Diego Souza e Cleiton Xavier; Vágner Love (Willians) e Obina (Robert). Técnico: Muricy Ramalho
Árbitro: Sálvio Spínola (Fifa-SP)
Estádio: Vila Belmiro
Gols: Luizinho, aos 10, Diego Souza, aos 19, Robert, aos 27, e Vágner Love, aos 32 minutos do 2º tempo
Renda: R$ 255.380,00
Público: 10.402 pagantes


