São Paulo - O técnico Gilson Kleina já tem a certeza de que possui um elenco determinado em mãos, como ficou provado na postura mostrada nas partidas contra Sporting Cristal e Corinthians, quando o Palmeiras conseguiu ter boas atuações e conquistar uma vitória (sobre os peruanos, por 2 a 1, pela Libertadores) e um empate (2 a 2 com o rival, pelo Paulistão), ambos no Pacaembu. Nos próximos três jogos, a preocupação é saber o quanto esse grupo palmeirense aguenta pressão.
O Palmeiras joga nesta quinta-feira contra o Libertad, em Assunção, no Paraguai, e na próxima quarta tem pela frente o Tigre, em Victoria (região metropolitana de Buenos Aires), na Argentina. Depois dos dois compromissos pela Libertadores, faz o clássico contra o São Paulo, dia 10 de fevereiro, no Morumbi, pelo Paulistão. Assim, os três próximos jogos serão como visitante.
Para conseguir manter o equilíbrio, principalmente dos mais jovens do elenco, a ajuda dos atletas mais experientes será fundamental para Gilson Kleina. Do time titular do Palmeiras, apenas três jogadores tiveram a oportunidade de atuar como visitante na Libertadores: o goleiro Fernando Prass, o zagueiro Henrique e o volante Souza.
"Jogo de Libertadores fora de casa é sempre complicado. Acontecem coisas fora que no futebol hoje em dia não deveriam acontecer. Já joguei em um vestiário que tinha uma laje e colocaram um carvão com fogo em cima para esquentá-la", lembrou Fernando Prass, com a experiência de ter defendido o Vasco na competição continental.
A pressão cai também em cima de Gilson Kleina. O treinador chegou a dirigir o Palmeiras na Copa Sul-Americana do ano passado, contra o Millonarios, da Colômbia, mas pela primeira vez dirige uma equipe fora do Brasil pela Libertadores. "Reunimos material com vídeo para sabermos como nos portarmos. Não podemos achar que é futebol brasileiro", alertou o comandante palmeirense.

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