São Paulo - Palmeiras e Botafogo disputam hoje, às 16 horas, no Palestra Itália, o encontro mais esperado da Série B do Campeonato Brasileiro. Será um jogo de reencontros e lembranças para a torcida palmeirense e integrantes das duas equipes que, para voltar à Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro, apostam em propostas totalmente divergentes.
  O técnico do Palmeiras, Jair Picerni, passou a semana rejeitando o título de ‘‘clássico’’ que vem sendo dado ao confronto, apesar de respeitar o Botafogo. Ao mesmo tempo, declarou que será um jogo fundamental para o time. ‘‘A paciência do torcedor está no limite’’, disse o treinador fazendo referência aos dois empates obtidos em casa, anteriores à vitória por 5 a 0 sobre o Mogi Mirim semana passada. Picerni sabe que os palmeirenses não vão perdoar novo tropeço.
  Para voltar à Série A, o técnico não menospreza a técnica, mas aposta muito no jogo físico, onde o resultado pode ser revertido na base da raça. Por isso a maior parte do grupo palmeirense é formada por jovens como o meia Diego Souza, o volante Alceu e o atacante Vágner, todos de 19 anos. ‘‘Na Série B, o time tem de buscar o resultado do começo ao fim, usar os flancos e se impor’’, diz Picerni.
  Por coincidência, o trio buscava uma vaga no time titular no ano passado quando foi afastado pelo atual técnico do Botafogo, Levir Culpi, então treinador do Palmeiras. ‘‘Não tenho nada pessoalmente contra o Levir, mas não vou esconder que fiquei chateado por ter sido mandado de volta para os juniores’’, confessou Alceu. Vágner foi quase irônico. ‘‘O que eu lembro da passagem do Levir por aqui? Nada.’’

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