Jarinu - Os palmeirenses estão temerosos. Não que o adversário de amanhã seja uma máquina de fazer gols ou tenha a melhor defesa da competição. Longe disso. O medo do time é justamente o fato de o rival estar em crise, com brigas políticas e toda a confusão que ronda o Parque São Jorge.
Os jogadores do Palmeiras acreditam que o Corinthians vai partir para cima e buscar a vitória de qualquer jeito, para tentar apagar um pouco do incêndio. O lateral-esquerdo Leandro, sempre brincalhão, pregou respeito aos corintianos. ''Não gosto de ver eles numa crise assim tão feia. Tem profissionais lá, amigos meus'', lamentou. ''O Corinthians não vive um bom momento, mas tem jogadores de qualidade, que vão tentar dar a volta por cima'', falou.
''Para um trabalhador, é chato ver seu patrão passando por um momento difícil'', disse Leandro, a respeito da renúncia de Alberto Dualib. Apesar do discurso político, o atleta não nega que é bom, aí sim, ver o rival numa sequência ruim de resultados. Mas desde que seja dentro de campo.
O técnico Caio Júnior trabalha com a crise rival. Tenta a todo momento fazer com que os problemas não mudem de lado - assim como aconteceu no primeiro turno, quando o azarão Palmeiras fez 1 a 0 no então favorito Corinthians. O treinador pede cuidado aos jogadores de seu time. ''Vejo que os atletas do Corinthians querem a vitória para terem mais tranquilidade'', disse Caio Júnior.
Pressão? - Quando entrar em campo amanhã, Diego Cavalieri sabe que um outro goleiro deve receber mais aplausos e apoios da torcida. E até com razão. Afinal, esse ''outro'' goleiro é Marcos, ídolo dos palmeirenses.
O número 1 volta a ser relacionado para uma partida após mais de seis meses, quando fraturou o braço esquerdo. Diego garante que não sentirá a pressão de ver o amigo no banco, na sua cola. ''A cobrança e a responsabilidade que tenho são as mesmas'', afirmou. ''A gente se respeita e um torce pelo outro. Tenho certeza que ele vai estar me apoiando.''

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