Palmeiras quer calar o Boca em SP
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 12 de junho de 2001
Agência Folha De São Paulo 
Diante da decadência do futebol brasileiro, com a seleção brasileira em dificuldades para se classificar para Copa do Mundo de 2002, em uma crise agravada pelo fracasso na Copa das Confederações, o Palmeiras tenta resgatar a auto-estima do esporte mais popular do Brasil no cenário internacional - ou pelo menos continental.
Em sua melhor campanha na Taça Libertadores da América, o único time do país que disputa uma competição fora dos limites nacionais atualmente precisa vencer o Boca Juniors, da Argentina, amanhã, para garantir uma vaga nas finais da competição.
O primeiro jogo das semifinais, na última quinta-feira, no La Bombonera, em Buenos Aires, terminou empatado em 2 a 2. Em caso de um novo empate no Parque Antarctica, a decisão da vaga será nos pênaltis.
A importância da vitória, além de ratificar a supremacia do futebol brasileiro na América do Sul, está no fato de o torneio garantir uma vaga para a disputa do Mundial interclubes, em Tóquio, no final do ano, contra o Bayern de Munique, campeão europeu.
O Corinthians, com o título de campeão do Mundial de Clubes da Fifa em 2000, detinha essa bandeira a favor do futebol brasileiro.
Se o Cruz Azul, do México, que bateu o argentino Rosario por 2 a 0 no jogo de ida, confirmar hoje a presença na final da Libertadores, o vencedor do confronto entre Palmeiras e Boca garantirá presença em Tóquio.
Isso porque a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) indicará um representante do continente para a disputa. Além da possibilidade da vaga antecipada no Mundial, os palmeirenses foram tomados por um sentimento de vingança.
No ano passado, a equipe paulista, então dirigida por Luiz Felipe Scolari, foi derrotada na final da Libertadores justamente pelo Boca, que, depois, acabou se sagrando campeão em Tóquio.
As circunstâncias que cercaram aquela decisão são semelhantes às de agora. No jogo de ida, também no La Bombonera, o Palmeiras empatou por 2 a 2.
Na partida de volta, no Morumbi, os argentinos conquistaram o título nos pênaltis, após um empate sem gols no tempo normal.
Como neste ano também, o clube paulista era considerado azarão na edição de 2000. Mas foi à final após bater o arqui-rival e favorito Corinthians nas semifinais.


