Palmeiras promete partir para o ataque
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quinta-feira, 11 de março de 2010
Agência Estado 
São Paulo - O Santos pode ser a sensação do futebol brasileiro. Pode jogar em casa. Pode ter Robinho, Neymar e Ganso. O Palmeiras sabe de tudo isso, mas garante que não vai jogar recuado na Vila, domingo. A promessa do time de Antônio Carlos é descer a Serra do Mar com a faca entre os dentes para o clássico. Enfrentar o adversário de igual para igual e atacar.
''Apesar de o Santos aparentemente ter todas as vantagens, a gente não pode esquecer da grandeza do Palmeiras. Ainda sonhamos com a classificação e vamos dar resposta para o nosso torcedor'', assegura Pierre, um dos principais integrantes do elenco que não tem repetido o futebol mostrado em 2009.
Quem ouve o discurso, fica com a nítida impressão que a virada sobre o lanterna Sertãozinho foi o ponto de partida para a reação. Mas nada disso terá sentido se o Santos atropelar o Verdão. Se a reabilitação realmente existir no caminho de Antônio Carlos, será na Vila Belmiro.
O Palmeiras começa a rodada com 19 pontos, a quatro da zona de classificação para as semifinais. Aparentemente a distância não é tão grande. Mas há sete times que vivem na esperança de alcançar a quarta colocação, atualmente ocupada pelo Corinthians. A garotada do Santos pode se gabar de estar praticamente garantido no mata-mata. Mas para o Palestra, é decisão. ''Vamos lá para atacar e conseguir o resultado que precisamos'', desafia Márcio Araújo, dando declaração forte, mas com aquele tom de voz suave que denuncia sua mineirice.
Na época de Muricy Ramalho, fatalmente o Palmeiras entraria no clássico com três volantes e possivelmente com Diego Souza no ataque. Mas Antônio Carlos não abre mão de ter dois meias e uma dupla frente. O 4-4-2 deve ser preservado, a não ser que o técnico apronte alguma surpresa.
A conclusão é que o Palmeiras vai atacar na Vila. A não ser que as declarações tenham sido puro teatro. O fato é que até agora, usando palavras do próprio goleiro Marcos, a equipe tem mostrado futebol de ''time comum''.
Mais até do que uma sequência de resultados positivos, o Palmeiras precisa fazer a torcida ter do que se orgulhar. Até agora, o ano foi marcado mais por fatos fora de campo: a demissão de Muricy, as ofensas a Diego Souza e a ameaça de aposentadoria de Marcos. O Palmeiras precisa vencer. Mas não é só isso. Tem que jogar de forma convincente. E isso só se consegue atacando.


