São Paulo - O Palmeiras pode ter, em 2008, um patrocinador que não se limite apenas a pagar pelo espaço na camisa do time, mas que também invista em contratações e no projeto de reforma do Palestra Itália. Segundo a diretoria, a parceria seria ainda ''mais ampla'' que a da Parmalat, que montou um time de estrelas nos anos 90. O novo patrocinador viria agora para substituir a Pirelli, que estampa sua marca na camisa alviverde desde 2001 e já anunciou que não renovará o contrato de patrocínio que expira em dezembro.
''Queremos um novo conceito de patrocínio, que não se limite a estampar o nome na camis'''', diz o vice-presidente Gilberto Cipullo, peça importante na 'era Parmalat'. ''Buscamos um parceiro que não só nos ajude a contratar reforços, como fez a Parmalat, mas que também atue nos nossos projetos de marketing e na exploração do Palestra como uma arena multiuso.''
Esse conceito, segundo Cipullo, é inédito no futebol brasileiro. ''Nosso departamento de marketing está finalizando o projeto, que será apresentado a esses possíveis parceiros'', diz o dirigente. As conversas já estão em andamento, mas os nomes das empresas são mantidos em sigilo. ''Não queremos atrapalhar as negociações'', diz o diretor de futebol Genaro Marino. ''Tem empresa interessada em ser só a anunciante da camisa e tem gente querendo parceria mais ampla, com interesse na contratação e participação de direitos de jogadores. Vamos estudar o que é melhor para o clube'', emenda Genaro.
Por enquanto, há uma única certeza, segundo o dirigente: ''O valor será bem maior do que o pago pela Pirelli, que estava defasado em relação ao mercado''. Genaro não confirma, mas o patrocínio da Pirelli giraria em torno de R$ 6 milhões anuais, quase um terço do que o São Paulo recebe da coreana LG (em torno de R$ 16 milhões).
A procura de um parceiro forte virou a prioridade da diretoria. A aquisição de reforços e as renovações de contrato serão discutidos em setembro e outubro, segundo Genaro. O meia Caio será um dos primeiros a ser chamado - o vínculo dele expira em dezembro. ''Queremos renovar o contrato do Caio, um meia de excelente nível técnico. Hoje ele está num nível 6 e acreditamos que ainda pode alcançar o nível 10'', diz Genaro.
A janela do mercado europeu se fecha no dia 31, mas a diretoria continua preocupada, depois de já ter vendido o meia Michael para o Dínamo de Kiev, da Ucrânia. ''Não queremos perder ninguém desse time, que é bom e tem condições de lutar pelo título brasileiro'', diz Genaro.
O clube pode, contudo, perder jogadores da base. Dois dos principais atletas que o Palmeiras levou para o torneio Sub-20 Cotif L'Alcudia, na Espanha, têm sido assediados por empresários de toda a Europa: o lateral-esquerdo Vinícius e o meia Bruno Farias, destaques na vitória por 1 a 0 sobre o Valencia, na segunda-feira. ''Estamos tentando controlar esse assédio, mas está difícil'', diz Genaro.

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