Teresina - Se no Piauí o Palmeiras iniciou a Copa dos Campeões em um campo neutro e terminou a participação na sede como se estivesse em casa, a situação agora volta a estaca zero, tendendo a piorar. O clube de Parque Antarctica vai encarar o Paysandu, com torcida contra, campo desconhecido e, mais uma vez, condições climáticas desfavoráveis.
O fator mais preocupante é o campo de jogo. O time paraense, na visão dos palmeirenses, sabe de cor os atalhos do gramado do reformado Mangueirão.
Até domingo, o Palmeiras pretende encontrar formas de minar as forças do Paysandu. Para o campo de jogo, a comissão técnica espera ajuda da organização do torneio. O desejo é ver a grama aparada e um dia de treino no local. ''As dificuldades serão enormes. Aqui em Teresina jogamos em um campo neutro, em Belém vamos jogar na casa do adversário'', disse o técnico Vanderlei Luxemburgo.
O capitão Arce também cita o peso do gramado alto como uma dificuldade a mais. ''Deve ser característica do campo. Atrapalha um pouco a velocidade, mas não determina o resultado'', disse Arce, que nunca jogou no Pará.
A presença de um grande público a previsão dos organizadores é lotação máxima com os 54 mil lugares, que se acontecer será recorde da competição, tomados pela fanática torcida azul e branca- é vista como um ingrediente que vai motivar o Paysandu.
Para segurar a pressão, a receita é ''cozinhar'' o jogo, mantendo a posse de bola, deixando a torcida paraense nervosa com seu time. ''Torcida ajuda, claro. Mas em muitas situações ela não entende o que se passa na partida e acaba prejudicando seu próprio time'', lembrou Arce.

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