Os dirigentes do Palmeiras já articulam para enfrentar a batalha jurídica, no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) da CBF, que pode garantir a presença do atacante Edmundo, do Vasco, na decisão de domingo, no Maracanã. ‘‘Como o Palmeiras tem interesse na antecipação do julgamento (afinal, o técnico Luiz Felipe Scolari também foi expulso), o Vasco vai precisar uma anuência palmeirense para conseguir a antecipação’’, disse o presidente do Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero, que também é conselheiro do Palmeiras. ‘‘Podemos jogar com isso.’’
Del Nero relembrou situação semelhante, acontecida na final do Brasileiro de 1994, entre Palmeiras e Corinthians. Naquela época, o Tribunal Especial da CBF concedeu o efeito suspensivo ao palmeirense Edmundo, que cumpria uma suspensão de 40 dias por ter sido o pivô de uma confusão no jogo contra o São Paulo.
No rastro da medida, o então presidente do STJD, Moacyr Ferreira da Silva, concedeu efeito suspensivo também ao zagueiro palmeirense Antônio Carlos e aos corintianos Zé Elias e Branco, todos suspensos por duas partidas.
A medida foi polêmica, pois Ferreira da Silva passou por cima de uma orientação assinada por ele mesmo - de acordo com o documento, o efeito só seria concedido para jogadores que tivessem uma pena superior (e não igual) a dois jogos. O Palmeiras acabou como campeão, ao vencer o primeiro jogo (3 a 1) e empatar o segundo (1 a 1).
Preocupado em não envolver a equipe na situação, o técnico Luiz Felipe Scolari dispensou ontem os jogadores. Apenas alguns foram fazer tratamento médico. ‘‘Não me importo se o Edmundo jogar domingo’’, disse o zagueiro Cléber. ‘‘Pode ser uma nova chance de marcá-lo bem novamente.’’
Para a partida de domingo no Maracanã, é certo o retorno do meia Galeano, que suspenso não pôde atuar anteontem, na vaga de Marquinhos. Euller deve atuar, mesmo tendo deixado o jogo no intervalo, depois de sentir dores no ombro direito.

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