Palmeiras pretende apostar na experiência
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quarta-feira, 05 de outubro de 2011
Daniel Batista <br> Agência Estado 
São Paulo - A diretoria do Palmeiras acredita ter detectado um dos problemas que têm afetado a equipe nesta temporada: os cartolas acham que a camisa está pesando para alguns atletas. E a pressão da torcida, ansiosa para ver o time voltar a brigar por títulos, só piora. Para o ano que vem, a meta é dar mais atenção ao aspecto psicológico na hora de contratar reforços.
Os dirigentes pretendem analisar com cuidado a personalidade do jogador antes de incorporá-lo ao elenco. Os líderes do time, como o goleiro Marcos, admitem que a situação não é confortável e que é preciso ter uma boa cabeça para não se deixar abalar pela pressão. ''Não conquistar um título importante há tempos faz com que o torcedor fique ainda mais nervoso e isso tem atrapalhado alguns atletas'', disse Marcos. Os membros da comissão técnica estão convencidos de que alguns jogadores jogam com medo, especialmente em casa.
O presidente Arnaldo Tirone sabe disso e pretende trazer quem está acostumado à pressão, como é o caso do meia Jorge Wagner, ex-São Paulo, que está no Kashiwa Reysol, do Japão. Felipão é fã do jogador e já pediu a sua contratação.
A vontade da diretoria e de Felipão é fazer muitas mudanças no elenco, mas como falta dinheiro para montar um novo time o jeito será contratar poucos jogadores (apenas para as posições em que há maior necessidade), mas desde que sejam experientes, do tipo que não sente o peso da camisa. Os veteranos chegarão com a missão de ajudar os garotos a lidar com a pressão da torcida, que vai aumentar se o time não conquistar a vaga na Copa Libertadores da América do ano que vem.
O Palmeiras tem 40 pontos no Campeonato Brasileiro, cinco a menos do que o Fluminense, o quinto colocado e último classificado à competição continental. Como a equipe ainda está na briga por uma vaga, o assunto reformulação ainda é tratado com cuidado para não atrapalhar os jogadores.
Sem pressão nos jovens
A dura missão de Tirone será montar um time com mais personalidade sem gastar muito. ''Não temos como realizar grandes contratações, mas vamos reforçar o elenco'', prometeu. Tanto a comissão técnica quanto a diretoria entendem que não é possível cobrar muita coisa dos jogadores mais jovens, mesmo que eles estejam mal. Gabriel Silva, Patrik e Vinícius, por exemplo, estão imunes.
Felipão já falou publicamente que os jogadores mais experientes precisam chamar a responsabilidade. E voltou a cobrá-los durante a reunião feita na semana passada, aquela em que decidiu impor a lei do silêncio que acabou na última terça-feira.
Os dois próximos jogos do Palmeiras no Brasileirão, contra Santos e Flamengo, ambos fora de casa, serão vitais para a equipe na briga para ir à Libertadores e, além disso, darão a Felipão a chance de observar quem realmente poderá ajudá-lo no ano que vem, sem sentir a pressão da torcida palmeirense.


