São Paulo - Preservar Candinho e evitar o rebaixamento a qualquer custo. Essas foram as decisões da diretoria, depois do desastre em Rio Preto, a derrota por 4 a 1 diante do América. Foi a sétima vez que o Palmeiras perdeu neste Campeonato Paulista. Os jogadores serão responsabilizados e cobrados. Terão de reagir contra o Marília, amanhã, às 18h30, no Parque Antártica. E enfrentarão a revolta da torcida, que ontem já pichou os muros do estádio com palavrões. O Palmeiras está em 12º lugar, a três pontos da zona de rebaixamento. E a 21 pontos do líder São Paulo.
Irritado, o diretor de futebol Hugo Palaia diz que ''não venham com essa história de pedir a saída do Candinho. Torcedores e imprensa irão perder tempo, se insistirem na história de afastá-lo. Ele é o único no futebol do Palmeiras que não pode ser questionado. Os jogadores terão de dar a resposta em campo contra o Marília.''
Tenso, Palaia não pára aí: ''O Palmeiras é um clube que respeita os seus jogadores. Paga em dia, dá todas as condições. O mínimo que exige é garra, luta. Foi o que não vi contra o América.''
Há um consenso entre Candinho e a diretoria de que o grupo é limitado para não dizer fraco, muito fraco. Só que não podem fazer nada, porque não há condição para novas contratações. Porque se as inscrições não estivessem encerradas, os dirigentes buscariam outros atletas.

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