Palmeiras põe a culpa no massagista
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quinta-feira, 19 de setembro de 2002
Agência Estado 
São Paulo - A mocinha é assassinada num filme policial e a culpa é de quem? Sobra sempre para o mordomo. No Palmeiras, a culpa da crise caiu sobre o massagista. Em vez de contratar reforços ou dispensar alguns atletas que não estão muito a fim de jogar bola, a diretoria palmeirense resolveu demitir Jorge Fernando, massagista. Jorginho, como é conhecido, estava no clube desde o início do ano e tinha bom relacionamento com os jogadores. Trabalhou, inclusive, na seleção brasileira, com Vanderlei Luxemburgo. Saiu por decisão administrativa, segundo a diretoria.
Ninguém será contratado para seu lugar. O Palmeiras deverá promover um profissional que vinha trabalhando no time B. Além de Jorginho, os dirigentes dispensaram o médico Altamiro Leite. Alguns conselheiros vêm criticando o trabalho dos médicos. Acharam estranha tanta demora para a recuperação de atletas como Lopes, Pedrinho e o zagueiro Leonardo.
Pedrinho, que gostaria de voltar ao time no jogo de amanhã, contra o Figueirense, foi ''barrado'' pelo técnico Levir Culpi. Segundo o treinador, o meia ainda não tem condições de jogo.
Ontem, Culpi mostrou que quem manda no time é ele. Não deu bola para as declarações do goleiro Marcos, que pediu para deixar o time, após a derrota para a Ponte Preta. O técnico confirmou que Marcos atuará em Florianópolis. ''Precisamos dele e, com certeza, o Marcos não sai do time. Quem tem de ver a saída de um jogador é o técnico e não o atleta.''
O Palmeiras enfim voltou a vencer, ontem: 1 a 0 contra o Juventus, em jogo-treino realizado na Academia de Futebol. O gol foi marcado por Lopes, cobrando pênalti. ''Ufa, ganhamos uma'', brincou o goleiro Sérgio, aliviado. O Palmeiras atuou com os reservas.
Apesar de o time ser o lanterna do Campeonato Brasileiro, com 7 pontos, o presidente Mustafá Contursi definiu o elenco como ''poderoso'' e disse acreditar na reação. Garantiu que não será candidato à reeleição, nas eleições de janeiro, mas seguramente fará o sucessor. Quase não tem oposição. O nome mais forte é o de Carlos Bernardo Facchina Nunes.
Matemática A derrota por 2 a 0 para a Ponte Preta colocou o Palmeiras numa zona sombria. Além de praticamente abrir mão da classificação, o time precisa, urgentemente, pensar numa forma de escapar do rebaixamento. Projeções feitas pelo matemático Tristão Garcia, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), são pouco animadoras e mostram que a partir de agora, cada partida será uma decisão para a equipe palmeirense.
O time que perdeu seis jogos em 11 e conseguiu apenas sete dos 33 pontos disputados até aqui tem apenas 1% de chance de se classificar para a segunda fase do campeonato, de acordo com o estudo. Vai precisar de 11 vitórias e um empate, nos 14 jogos que lhe restam.


