Palmeiras poderá ter dois jogos no mesmo dia
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domingo, 23 de maio de 1999
Por Arnaldo Ribeiro 
São Paulo, 24 (AE) - A Confederação Brasileira de Futebol, a Federação Paulista e a diretoria do Palmeiras não imaginavam que a equipe pudesse chegar às fases decisivas de três competições simultâneas. Prova disso é que agora não existem datas disponíveis para que o time dispute os três títulos sem sacrificar mais ainda os atletas, jogando até quatro vezes por semana.
Se a sequência de jogos estava insuportável, vai piorar. Classificando-se para as finais dos torneios, o Palmeiras jogará mais 12 partidas em 26 dias: 3 pela Taça Libertadores, 4 pela Copa do Brasil e 5 pelo Campeonato Paulista. Enquanto as entidades tentam montar o quebra-cabeça dos calendários brasileiro e sul-americano - há datas coincidentes -, o Alviverde prepara-se para quatro estressantes semanas. Nesta, o time recebe no Parque Antártica o River quarta, o Botafogo sexta e a Portuguesa domingo.
Se continuar nos três torneios, terá quatro jogos na próxima semana. O primeiro da decisão da Libertadores e o de volta com o Botafogo estão marcados para o dia 2. Para o dia seguinte, está programada a primeira partida da semifinal do Paulista. A segunda será no dia 6.
A terceira semana teria o primeiro jogo da final da Copa do Brasil no dia 9 e o primeiro da decisão do Paulista no dia 13. Na quarta semana, outras duas datas coincidentes: a decisão da Copa do Brasil e a da Libertadores, ambas no dia 16. No dia 20, a maratona terminaria com a decisão do título paulista.
O técnico Luiz Felipe Scolari pediu que o presidente da FPF, Eduardo José Farah, apele à CBF e à Confederação Sul-Americana em favor do Palmeiras. "Infelizmente, não existem datas, disse Farah. "Eu não posso mudar as do Paulista; se o Palmeiras chegar às três decisões, vai sofrer mais.
O presidente Mustaphá Contursi ainda tentou adiar o jogo desta sexta, contra o Botafogo, mas, no fim da tarde, a CBF confirmou a realização da partida. Uma alternativa que o clube estuda é incentivar os jogadores a entrar, por meio do Sindicato dos Atletas Profissionais, com liminar na Justiça do Trabalho para evitar que o time jogue com intervalo inferior a 60 horas.


