Palmeiras perde Pedrinho para decisão no ABC
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terça-feira, 25 de fevereiro de 2003
Agência Estado 
São Paulo - Um profissional do Palmeiras mostrou como muita gente no clube encara o jogo de hoje, contra o São Caetano, às 21 horas, no Anacleto Campanella. ''Estou com medo de o Palmeiras levar uma goleada.'' Esse favoritismo excessivo que vem sendo dado à equipe do ABC, por torcedores e pela mídia, serve de motivação para os palmeirenses, que não acham o adversário um ''bicho-papão'', embora os números estejam de seu lado. O Azulão venceu todos os jogos da primeira fase do Campeonato Paulista e, hoje à noite, precisa de apenas um empate para avançar às semifinais. Além de não perder, em casa, desde abril do ano passado.
O time não preparou nenhuma surpresa contra o forte adversário, mas Jair Picerni espera, após muita conversa e bom trabalho psicológico, ter deixado seus atletas motivadíssimos, ''loucos pela vitória''. ''É uma decisão e, se ganharmos, podemos pensar em título.''
Por enquanto, o que resta a Picerni é trabalhar a cabeça dos jogadores. Quando perguntado se tinha alguma carta na manga para surpreender o São Caetano, foi taxativo. ''Que carta na manga? O grupo que tenho é esse.'' O treinador sabe que o elenco é limitado e, por isso, evita fazer invenções. Ontem, perdeu um atleta considerado importante. O meia Pedrinho deixou o treino com dores no joelho esquerdo, o mesmo operado no fim de 2001, e ficará afastado por uma semana. ''Não é uma contusão grave e não tem nada a ver com o problema da cirurgia'', explicou o médico Maurício Bezerra.
Claudecir entra no lugar do meia e o único jogador de armação será Zinho. ''Não tenho outro meia no elenco para pôr no lugar do Pedrinho'', justificou Picerni. Pedro substituirá o lateral Neném, suspenso.
Ontem, mais um atacante se afastou do time, depois de Dodô, que deixou o clube no início do mês. Leandro, contratado em janeiro, pediu a Picerni que não o utilizasse mais, aborrecido por ter sido pouco aproveitado, situação semelhante à que viveu no São Paulo, em 2002. ''Só que o ataque do São Paulo era muito bom, tinha o Luís Fabiano e o Reinaldo, que faziam gols. Aqui...'' Picerni não gostou das declarações do atleta. Acredita que ele foi deselegante com os companheiros e disse que não o aproveitou porque não estava produzindo o esperado.


