São Paulo, 11 (AE) - Quarenta e oito horas depois de enfrentar o Botafogo por uma vaga na final da Copa do Brasil, o Palmeiras entra em campo neste domingo, para mais uma decisão. Enfrenta o arquiinimigo, Corinthians, com uma missão claramente definida: igualar-se ao rival em número de títulos estaduais. Por enquanto
o Corinthians tem 22, contra 21 do Palmeiras. Na quarta-feira, o time decide mais uma vez. Enfrenta o Deportivo Cali, da Colômbia, na segunda partida da final da Libertadores da América.
O técnico Luiz Felipe Scolari tenta aliviar a sobrecarga de responsabilidade que se encontra sobre os ombros dos jogadores. Vem dizendo que o time não deve entrar em campo com a obrigação de ser campeão. A única coisa que pede é que "eles façam o máximo, dentro de suas limitações físicas". Apesar disso, o treinador não quer poupar ninguém. O time que entra em campo neste domingo para o primeiro jogo contra o Corinthians, é o considerado titular.
"O Corinthians tem uma equipe muito forte. Temos que colocar em campo o que temos de melhor. Vocês é que avaliem se são ou não titulares. Eu acho que todos os que estão aqui, têm condições de serem chamados de titulares", desconversa Luiz Felipe.
O capitão César Sampaio, que não deve jogar por ainda sentir uma contusão da partida contra o Santos, pelas semifinais, diz que o time do Palmeiras deve jogar com paciência. "Temos a vantagem do empate e temos de tirar proveito disso. Não temos que partir para cima, tentando resolver o jogo. Essa tarefa tem de ser do Corinthians", diz ele.
A maioria dos palmeirenses nem acha que a vantagem do empate seja algo significativo. "É lógico que é uma vantagem, mas não podemos contar apenas com isso. Primeiro precisamos jogar e só depois pensar nisso", diz o volante Galeano, que substitui Sampaio na partida de hoje.
O zagueiro Cléber diz que a vantagem só deve ser administrada nos minutos finais do segundo jogo, se for esse o caso. "Se a gente chegar no finalzinho da segunda partida e tiver ainda a vantagem, sim, podemos tentar segurar. Mas agora nem tem sentido falar nisso", avalia, o zagueiro, que voltou ao time na partida de terça contra o Santos, depois de recuperar-se de contusão.
Junior Baiano, o companheiro de zaga de Cléber, diz que o palmeiras tem de tomar cuidado com os dois baixinhos do Corinthians - Marcelinho e Edílson. "Os dois são muito rápidos e qualquer bobeira pode ser fatal", diz o zagueiro. Baiano não promete gols, mas garante que vai estar na área do Corinthiansem todos os escanteios. "Pelo menos tentar eu vou. Podem ter certeza", promete.
Zinho lembra que o Palmeiras deve tomar todo o cuidado com o Corinthians. "Nas duas partidas das quartas-de-final da Libertadores tivemos muitas dificuldades e agora não vai ser diferente. Mas espero que, à exemplo do que ocorreu naquela vez, a gente saia vencedor de novo". Zinho é remanescente do time que venceu o Corinthians na final de 93. Naquela partida, o Palmeiras venceu no tempo normal e na prorrogação. "Fizemos uma apresentação de gala", relembra o craque. FICHA TÉCNICA: Palmeiras - Marcos; Arce, Cléber, Junior Baiano e Junior; Galeano, Rogério, Alex e Zinho; Paulo Nunes e Oseas. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

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