São Paulo - O Palmeiras não quis arriscar e esperar para ver se a campanha ''Wesley no Verdão'' arrecadará os mais de R$ 21 milhões a que se propôs. A 18 dias do fim da iniciativa, o departamento de futebol do clube já autorizou o pagamento ao Werder Bremen, da Alemanha, para ratificar a contratação.
O vice-presidente de futebol Roberto Frizzo enviou nesta semana um memorando para o financeiro palmeirense solicitando o pagamento dos 2 milhões de euros (R$ 4,6 milhões) referentes à primeira parcela de um total de 6 milhões de euros (R$ 13,8 milhões) pedidos pelo Werder Bremen. Esse é o procedimento interno que dá sinal verde para que a transação seja concretizada.
Embora faça uma campanha pedindo para a torcida o valor de R$ 21.377.300, a diretoria entende que conseguindo os R$ 4,6 milhões já será um sucesso. O problema é que o presidente Arnaldo Tirone e seus aliados já perceberam que dificilmente vão conseguir arrecadar o valor. A previsão mais otimista no momento é de R$ 3 milhões. Até às 16h30 desta quarta-feira, o montante de doação era de R$ 462.800,00.
Sem contar com o dinheiro, o Palmeiras já tem a sua engenharia financeira montada para pagar o Werder Bremen. O clube conta com a entrada de dinheiro através de duas fontes: 1) 2 milhões de euros viriam do BMG, como forma de antecipação de pagamento por venda futura de atletas que hoje pertencem ao clube; 2) Os outros 4 milhões de euros (R$ 9,2 milhões) sairão da verba paga pela empresa que ganhou o direito de explorar a franquia das futuras lojas oficiais do clube pelos próximos anos.
O Palmeiras tem ainda uma carta fiança, conseguida com o Banco do Brasil, através de intermediação do ex-presidente Luiz Gonzaga Belluzzo - que garante ao Werder Bremen o pagamento da transação.
Ontem, o volante deu mais uma amostra do quanto o negócio está adiantado. Pela primeira vez desde que chegou ao Brasil, participou de uma atividade com o elenco no gramado.

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