Palmeiras nem sabe mais qual o seu objetivo
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sexta-feira, 11 de outubro de 2002
Agência Estado 
São Paulo - ''Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come''. O ditado popular é antigo, mas reflete com precisão o sentimento atual que paira sobre o grupo do Palmeiras. Não há consenso sobre a melhor forma de encarar a situação da equipe no Campeonato Brasileiro. Enquanto parte dos atletas defende que, enquanto houver possibilidade matemática, o objetivo deve ser a classificação à próxima fase, privilégio dos oito primeiros colocados, outros preferem ser mais realistas e definem a fuga da zona de rebaixamento como prioridade. De qualquer maneira, todos sabem que o fundamental mesmo é vencer o Juventude hoje, às 16 horas, no Palestra Itália.
O meia Zinho encabeça a primeira facção, a qual definiu o otimismo e a esperança como bandeiras de campanha. O argumento mais usado pelos ''correligionários'' é a matemática. ''Se vencermos todos os oito jogos que nos restam na primeira fase, podemos chegar a 39 pontos. Dependendo dos resultados das demais equipes, podemos entrar na briga por uma vaga'', discursou o jogador, um dos mais experientes do grupo.
E o apoio ao seu pensamento é forte. Ninguém menos do que o chefe. O técnico Levir Culpi não só se apega à matemática, como também ressalta a questão psicológica. ''Se ganharmos esses quatro próximos jogos que vamos fazer aqui em São Paulo (Juventude, Guarani, Corinthians e Botafogo), estaremos com um pé na classificação'', garantiu, sem disfarçar seu otimismo. ''Aí ninguém segura, pois o grupo vai embalar.''


