Palmeiras não quer saber do já ganhou da torcida
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segunda-feira, 21 de abril de 2008
Gazeta Press 
São Paulo - Se para grande parte da torcida palmeirense a vitória por 2 a 0 sobre o São Paulo, domingo, no Palestra, já definiu o campeão paulista de 2008, para o técnico Vanderlei Luxemburgo e seu jogador mais experiente, o capitão Marcos, a história não é bem assim.
Escolados com algumas derrotas inesperadas do clube para times teoricamente mais fracos, como no Paulista de 1986, para a Inter de Limeira, ou na Copa do Brasil de 2002, para o Asa de Arapiraca (com Luxemburgo), o discurso foi baseado no respeito.
''Assisti ao jogo contra o Guaratinguetá. O Sérgio (Guedes, técnico) tem feito um trabalho brilhante, o Carlão (Carlos, treinador de goleiros), também. A Ponte vive um grande momento e será um adversário muito aguerrido, difícil de nós passarmos'', apostou Luxemburgo.
O treinador considera bom o andar do planejamento traçado no início da temporada, mas acha que é cedo para afirmar que os investimentos da Traffic já deram o retorno esperado. ''Temos mais dois jogos. A equipe chegou e não pediu licença a ninguém, mas ainda faltam duas etapas a serem cumpridas'', reforçou.
Para o goleiro Marcos, único do grupo que traz no currículo o título paulista de 1996, época na qual era reserva de Velloso, o Palmeiras fez por merecer a conquista da vaga, mas ainda não pode falar como campeão paulista. ''Assistimos ao jogo da Ponte contra o Guará e sabemos que será uma outra pedreira pela frente''.
Adepto da paz, como fez ao tomar ciência da briga entre os dirigentes na véspera do clássico, o camisa 12 fez um apelo aos cartolas antes da final. ''Peço para os diretores não fazerem muita polêmica, pois, depois, é o jogador que sofre com a pressão dentro de campo. Nós nos preocupamos apenas em jogar futebol'', observou.
Esperança
Animados pela classificação para a final do Campeonato Paulista, o atacante Alex Mineiro e o volante Martinez acreditam que o triunfo começou a ser construído antes mesmo do time entre em campo no Palestra Itália. Para os jogadores, o fato do elenco não ter mantido a esperança após a derrota por 2 a 1 na partida de ida das semifinais foi preponderante para o resultado.
''A última semana foi legal, pois conversamos muito, sempre positivamente e tentando colher o melhor de cada um de nós jogadores. Sabíamos que tínhamos técnica e que o gol iria sair a qualquer momento. E se a gente colocasse a raça e a determinação em campo, seria ainda mais difícil de sermos derrotados'', avaliou Alex Mineiro.
Já Martinez avisa que o sucesso no Palestra Itália é resultado da superação palmeirense. ''Não nos deixamos abalar pelo que foi comentado durante a semana, nem com o resultado negativo do primeiro jogo. A gente sabia que precisávamos ser muito fortes e dar uma raça fora do normal para vencer.''
Martinez foi expulso no final do jogo contra o São Paulo e desfalcará o Palmeiras na primeira decisão. Pierre, que cumpriu suspensão, volta em seu lugar.


