São Paulo - Com o breve sonho de contar com Ronaldinho Gaúcho enterrado pela ida do craque para o Atlético Mineiro, o Palmeiras também sepulta a pretensão de formar uma parceria com o grupo de investidores árabes para conseguir reforços. Sem o meia gaúcho que era alvo do Eleven Fund - o fundo de investimento cuja base de seus principais acionistas é em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos -, o clube não acredita que poderá fechar parceria com o grupo para contratar outro jogador.
''Não acredito que haja qualquer tipo de acordo. Assuntos dessa natureza surgem todos os dias. Sempre nos ligam pessoas interessadas em formular parcerias, mas dificilmente o negócio vinga, vai para a frente'', disse o vice-presidente de futebol Roberto Frizzo.
Para o dirigente, o interesse do grupo árabe era pontual. E o Palmeiras também não pretende buscar acordos no mercado para reforçar seu elenco. ''Muita gente acha que o futebol é um caminho fácil para ganhar dinheiro, mas não é bem assim. É um negócio e como qualquer negócio tem seus riscos, tem de ser planejado. É um sistema empresarial''.
Segundo Frizzo, o Eleven Fund não procurou mais o Palmeiras depois do primeiro contato, quando houve a proposta para tentar levar o meia para o Palestra Itália. E, diante do fracasso da empreitada, ele não espera que o grupo volte a fazer uma nova oferta de parceria tão cedo. ''Normalmente quando tem alguém que aparece assim com proposta de parceria, não passa de uma segunda conversa. Sempre esbarra em algo do interesse do clube que não permite que evolua para um acordo''.
Reforços
O Palmeiras ficou sem Ronaldinho Gaúcho, mas ainda pretende se reforçar. A cúpula do clube acredita ter dinheiro para fazer novas contratações e melhorar o nível do elenco para o Campeonato Brasileiro. O presidente Arnaldo Tirone afirmou recentemente que até cinco contratações podem ser feitas para a competição nacional e que a torcida poderia esperar novidades para ''as próximas semanas''.

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