Palmeiras não consegue adiar decisão
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quinta-feira, 27 de maio de 1999
Por Dinoel Marcos de Abreu 
São Paulo, 28 (AE) - O Palmeiras tentou adiar o primeiro jogo contra o Deportivo Cali, pela decisão da Taça Libertadores da América, mas o time colombiano não concordou. Assim, a partida está confirmada para quarta-feira, dia 2 de junho, em Cali. O jogo de volta também está certo para o dia 16, faltando definir o local. Tudo indica que será mesmo no Palestra Itália, como prevê o regulamento da competição. Mas é possível que a diretoria do Alviverde, por medida de segurança, e dependendo do resultado do jogo em Cali, aceite transferir a partida para o Morumbi.
O diretor de Futebol do time paulista, Sebastião Lapola, disse hoje que o Palmeiras havia entrado com uma representação na Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) pedindo o adiamento da primeira partida da decisão da Libertadores para dia 8 ou 9. O clube brasileiro alegou que na quarta-feira a partida poderia complicar o calendário do futebol paulista. Caso o Alviverde consiga a classificação para a próxima fase do Paulista, diante da Portuguesa, domingo, no Palestra Itália, não haveria data para disputar as semifinais da competição regional.
Além disso, o Palmeiras enfrenta problemas burocráticos com a viagem para Cali, como a vacina que os atletas e os outros integrantes da delegação terão de tomar como prevenção contra a febre amarela, exigida pelo governo colombiano. A vacina começa a fazer efeito após dez dias. Os atletas devem tomar somente amanhã a vacina. A Conmebol não se opôs com o adiamento da partida, explicou, inclusive, que havia data disponível para fazer a mudança. Mas o Deportivo Cali teria de concordar com a nova data. O clube colombiano, porém, alegou que não poderia jogar pela Libertadores no dia que o Palmeiras solicitou, porque dia 8 o Deportivo atuará pelo campeonato nacional.
Quanto ao segundo jogo da decisão, o presidente do Palmeiras, Mustafá Contursi, disse que sua intenção é realizar a partida no Palestra Itália. De acordo com o regulamento da Libertadores, a Conmebol exige que a partida seja realizada no estádio com capacidade para 30 mil torcedores, como ocorreu diante do River Plate. Contursi não vê muita vantagem em mudar o jogo para o Morumbi, que teria mais 20 mil lugares à disposição dos torcedores, em relação ao Palestra Itália.
Mas o Palmeiras teria de pagar 15% da renda do jogo ao São Paulo pelo aluguel do campo, e a Parmalat, patrocinadora do Alviverde, perderia a publicidade estática no estádio. Por medida de segurança, a Secretaria de Segurança Pública pode convencer os dirigentes do Alviverde a mudar o jogo para Morumbi. Se depender da vontade do técnico Luiz Felipe Scolari a partida será mesmo no Morumbi. "Prefiro a nossa casa, que foi importante para as vitórias contra o Flamengo (Copa do Brasil) e River", disse o treinador.


