São Paulo, 14 (AE) - O Palmeiras faz de Alex o seu maestro e troca a técnica apurada da milionária equipe que venceu a Taça Libertadores da América no ano passado por um time vibrante, determinado e mais barato, que busca o bicampeonato sul-americano para o clube. O primeiro desafio é contra o The Strongest, da Bolívia, às 21h40, no Palestra Itália. Os jogadores esperam reeditar o alto grau de identificação com a torcida registrado na campanha do título de 1999.
Depois que o clube não conseguiu concretizar o sonho da conquista do título mundial (o Palmeiras perdeu a decisão de Tóquio para o Manchester United), a diretoria decidiu reduzir a folha de pagamentos do clube. Saíram jogadores que ganhavam altos salários, como Zinho, Júnior Baiano, Cléber, Evair, Paulo Nunes e Oseas, e foram contratados nomes como Argel, Índio, Basílio e Fernando.
Com tais mudanças, a maior esperança da torcida está depositada no talento do meia Alex, principalmente após as boas exibições do jogador com a camisa da seleção brasileira no Pré-Olímpico disputado em Londrina.
Alex, no entanto, não quer carregar nas costas o peso de levar o Palmeiras ao bicampeonato da Libertadores. "Sou apenas mais um jogador no elenco", comenta. "É certo que eu posso vir a decidir algumas partidas sozinho, mas também existem outros jogadores no Palmeiras, como o Euller e o Asprilla, que têm condições de fazer isso também."
Alex acha que, se cada um cumprir corretamente o seu papel, o Palmeiras pode ir longe. Ele ficaria responsável pela criação das jogadas. Argel cuidaria de comandar a defesa e César Sampaio e Galeano, encarregados de marcar no meio-de-campo, com Euller e Basílio como finalizadores. Todas as peças da engrenagem precisam funcionar. "Não quero ser responsabilizado se alguma coisa não der certo", afirma o camisa 10.
O meia considera que o time atual tem uma marcação mais forte do que a equipe do ano passado, que venceu a Libertadores derrotando na final o Deportivo Cali nos pênaltis. O recém-contratado Argel diz que a vibração será o cartão de visita deste novo Palmeiras. "O time tem uma disciplina tática definida e uma forte marcação na defesa e no meio-de-campo", analisa o zagueiro. "No futebol de hoje, prevalece a força física acima da técnica, quando se juntam muitas estrelas em uma equipe, raramente dá certo."
Para o jogo desta terça à noite, Scolari não poderá contar com o colombiano Asprilla, que está servindo à seleção do seu país. A diretoria tentou até ontem contratar um atacante de prestígio para reforçar a equipe, sem sucesso. Agora, terá dois meses para conseguir dois novos jogadores, que poderão substituir dois atletas da lista de 25 inscritos a partir da segunda fase da Libertadores. Para isso, o Palmeiras precisa classificar-se entre os dois primeiros do grupo, que conta também com o Juventude de Caxias do Sul e o Nacional do Equador. Palmeiras: Marcos; Arce, Argel, Roque Júnior e Júnior; Galeano, César Sampaio, Pena e Alex; Euller e Basílio. Técnico - Luiz Felipe Scolari. The Strongest: Salamanca; Sozzanni, Paz García e Sanchez; Ruiz, Rojas, Coelho, Callaú, Percy Colque e Gutiérrez; González. Técnico - Oscar Aristizábal. Juiz - Hector Baldassi (ARG). Local - Estádio Palestra Itália. Bandeirantes (21h40)

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