São Paulo - O Palmeiras disputa hoje o primeiro ''mata-mata'' de 2003 com um pensamento: o de entrar em campo sem lembrar os fracassos do ano passado. O fantasma do rebaixamento no Brasileiro ainda atormenta os atletas apesar de o elenco ter sofrido mudanças e vem prejudicando o desempenho do time. Para o técnico Jair Picerni, a equipe só teve uma boa atuação no ano, contra o Guarani, em Campinas. E, se não mostrar mais agressividade na marcação e na criação de jogadas, diante do Rio Branco, às 18 horas, em Americana, sofrerá o primeiro revés da temporada: a eliminação no Paulista.
Um empate basta para que o Palmeiras avance às quartas-de-final da competição, mas o clima de desconfiança ronda o clube. O time poderia ter garantido a vaga na quarta-feira, se vencesse uma desmotivada Ponte Preta, mas não conseguiu. Agora, enfrentará um adversário entusiasmado, que, se ganhar, assumirá a segunda colocação do grupo 1 e prosseguirá no torneio. Em caso de derrota, o Palmeiras terá ainda chances matemáticas, mas precisará torcer por improvável combinação de resultados. Um tropeço iniciará nova fase de turbulência, pois, na visão dos torcedores e dos conselheiros, seria inadmissível uma desclassificação precoce numa chave considerada fraca.
''Não podemos cair fora do Paulista, mas também não podíamos ser rebaixados no ano passado...'', lembrou o goleiro Marcos, que disse ter vivido um dia atípico. Dezenas de crianças foram ao treinamento, incentivaram o time e gritaram o nome dos jogadores. ''Nós até estávamos desacostumados a ver tanta gente para nos incentivar'', reconheceu ele.
A equipe voltará a jogar no 4-4-2, com MuÀoz ao lado de Anselmo no ataque, pois o volante Claudecir está suspenso. Índio e Leonardo formarão a dupla de zaga, já que Gustavo e Dênis se contundiram.

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