Palmeiras já pensa em reforçar defesa para Tóquio
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terça-feira, 27 de julho de 1999
Por Anderson Couto 
São Paulo, 28 (AE) - No ataque, o milionário time do Palmeiras está repleto de estrelas. São seis jogadores - Paulo Nunes, Oseas, Asprilla, Evair, Euller e Edmílson -, com diferentes características, possibilitando ao técnico Luiz Felipe Scolari testar inovações táticas. A defesa, por outro lado, sem muitas opções, preocupa o treinador e dirigentes do clube principalmente quando o assunto é a decisão do Mundial Interclubes, em novembro, diante do Manchester, em Tóquio.
As fragilidades do setor foram evidenciadas na estréia da equipe na Copa Mercosul, terça, contra o River Plate, em Buenos Aires. Tudo por causa da bisonha atuação do zagueiro Rivarola, que entrou em campo aos 33 minutos do segundo tempo, fez, de cabeça, um gol contra e permitiu aos argentinos o empate por 3 a 3. "Estou azarado, pois a minha intenção era pôr a bola para escanteio", justificou o atleta após o jogo. "Infelizmente, eu errei."
A má sorte de Rivarola começou desde sua chegada ao Palmeiras
no início do ano. Aos 33 anos, duas sérias contusões - uma lesão muscular na panturrilha direita e a fratura de um dos dedos do pé esquerdo - o afastaram da maioria das partidas da equipe no primeiro semestre. Nem na reserva ele ficava. Voltou a treinar há pouco tempo e está visivelmente sem ritmo de jogo. Seu contrato com o clube vai até o fim do ano.
A sua presença no elenco, contudo, é imprescindível, principalmente após o desligamento do zagueiro Agnaldo, dispensado por Scolari. Júnior Baiano também está fora, contudido. A previsão de retorno ainda é indefinida, segundo os médicos do clube. Desta forma, o paraguaio Rivarola, amigo de Scolari, passa a ser o reserva direto para a zaga, formada atualmente por Roque Júnior e Cléber.
Essa dupla, por sinal, conhecida por alguns lances mais bruscos, está sempre sujeita a expulsões. Contra o River, por exemplo, Roque Júnior recebeu o cartão vermelho, após jogada violenta. Cléber, que na segunda-feira completou 30 anos, também corre o risco de contundir-se, fato comum em sua carreira nos últimos meses.
"Não adianta eu ficar reclamando", destacou Scolari. "Tenho de trabalhar com os jogadores à disposição." A situação, no entanto, pode fazer com que dirigentes do clube e da Parmalat contratem um reforço para a posição. Nomes não são mencionados, mas a idéia seria acertar a defesa para a decisão do Mundial Interclubes, a principal disputa do semestre, tão sonhada pelos palmeirenses.
De volta - A delegação do Palmeiras chegou hoje à tarde a São Paulo. Os jogadores foram dispensados e reapresentam-se amanhã pela manhã na Academia de Futebol para o início da preparação para o jogo contra o Vitória, sábado à tarde, em Salvador, pelo Campeonato Brasileiro. Pela Copa Mercosul, o Alviverde volta a jogar no dia 5, em casa, diante do também argentino Racing Club.


