São Paulo - Depois de 40 dias para descansar, refletir e se preparar, o Palmeiras volta a campo neste sábado. Será a chance de mostrar que a frustração do ano passado, quando perdeu o título do Brasileirão que parecia certo, já foi esquecida. E será também o reencontro com a torcida palmeirense, a partir das 17 horas, no Palestra Itália, em jogo contra o Mogi Mirim, que marca a estreia no Paulistão.
O problema é que o Palmeiras de 2010 ainda está em formação. A equipe que jogará neste sábado não é a que o técnico Muricy Ramalho considera como a ideal. O tempo de preparação foi insuficiente. E ainda faltam alguns reforços, principalmente um meia e um atacante. Para completar, a defesa estará desfalcada do zagueiro Maurício Ramos, que está machucado.
''Impossível colocar um time para jogar em uma semana. Fisicamente estamos igual às outras equipes'', disse Muricy, apostando que a manutenção da base do ano passado possa ajudar o Palmeiras neste início de temporada. ''A vantagem é que nosso time tem entrosamento, já que mudou pouco.''
Mas o elenco pede paciência ao torcedor neste começo de temporada. Até agora, quatro reforços já foram contratados, mas apenas dois farão a estreia hoje: o zagueiro Léo e o volante Márcio Araújo, que serão titulares. Enquanto isso, o lateral-esquerdo Eduardo não deve ficar nem no banco de reservas e o volante Edinho ainda não está à disposição de Muricy.
O Palmeiras viveu dias conturbados desde o final do Brasileirão, quando terminou apenas em quinto lugar, muito pouco para quem liderou o campeonato por 19 rodadas - nem a vaga na Libertadores conseguiu. Apesar da pressão nos bastidores, Muricy foi mantido no cargo. Assim, a maior vítima do frustrante final de temporada foi mesmo o atacante Vágner Love, que ficou sem clima para continuar no Palestra Itália e foi liberado para o Flamengo.
Sem Vágner Love, Muricy ainda espera reforços para o ataque. Neste sábado, a aposta será no atacante Robert, que teve a documentação regularizada ontem.

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