Caxias do Sul - A temperatura em Caxias do Sul (RS) ontem foi de 3 graus. Com a chuva fina, o frio parecia muito maior. Mas em campo, num jogo quente, cheio de emoções, lances de gols dos dois lados, o Palmeiras agüentou o sufoco do Juventude, mostrou força no ataque e voltou a vencer, após três empates: 2 a 1 no Estádio Alfredo Jaconi. Sob o comando de Emerson Leão, o clube paulista ainda não perdeu – já são seis partidas de invencibilidade no Campeonato Brasileiro.
  ‘‘Time que joga com dois meias preserva o talento e aposta no ataque. Seremos bastante ofensivos’’, disse Leão antes de o duelo começar. Pela primeira vez escalou time com dois centroavantes de origem: Gioino e Warley. Recuou Marcinho para a armação, ao lado de Juninho.
  O treinador mostrou, além da habitual estrela, sua competência. Após minutos iniciais mornos, sua equipe mostrou não estar disposta a repetir o fraco desempenho dos duelos contra Atlético Mineiro, Flamengo e Atlético Paranaense. Sabia da dívida de uma boa apresentação e partiu para cima. Assustou com chutes de Marcinho e Warley. Na seqüência Juninho tirou o tradicional ‘uh’ da torcida ao tentar por cobertura. O grito de gol saiu aos 25 minutos, com Gioino, batendo cruzado.
  Via-se um Palmeiras diferente. Com personalidade para atacar – apesar dos desfalques de Baiano, Pedrinho e Reinaldo – e simplicidade de defender. Na frente, o argentino Gioino superava a desconfiança de sua contratação com boas finalizações, passes de primeira e até na ajuda à marcação. O veloz Marcinho dava grande trabalho – Camazzola acabou expulso após falta no camisa 11. Atrás, Gamarra e Leonardo Silva não sentiam vergonha em dar chutões para todo lado.
  Mesmo atuando fora de casa, diante de um forte adversário e com clima desfavorável, a vitória do Palmeiras parecia inevitável. Se não era brilhante, mostrava eficiência. A situação melhoraria aos 3 minutos da fase final, após a expulsão de Camazzola. Só na teoria. Com um atleta a menos, o Juventude resolveu acordar no jogo. A estratégia? Velocidade e cruzamentos para a área.
  Deu certo. Comandados pelo experiente zagueiro Antônio Carlos, que orientava onde tocar a bola e incentivava os companheiros, o time gaúcho deu grande sufoco no Palmeiras.
  Enilton perdeu gol feito, em cima da linha. Depois exigiu Sérgio à grande defesa. Correia também contribuiu, tirando uma bola em cima da linha. A pressão deu resultado aos 33, em chute de Zé Carlos: 1 a 1. Mas e a estrela de Leão? Brilhou aos 47, quando Washington, de cabeça, fez 2 a 1.


EM CAXIAS DO SUL

Juventude 1

Doni; Camazzolla, Antônio Carlos e Daniel; Juliano, Bruno Lança, Jardel, Caíco e Daniel Lins (Jaílson); Zé Carlos (Leandro Moreno) e Enílton (Túlio). Técnico: Sebastião Lazaroni

Palmeiras 2

Sérgio; Correa, Leonardo Silva, Gamarra e Fabiano; Marcinho Guerreiro, Roger, Juninho Paulista e Marcinho; Warley (Alceu) e Gioino (Leonardo). Técnico: Emerson Leão

Árbitro: Márcio Rezende de Freitas (Fifa-SC)
Estádio: Alfredo Jaconi
Expulsões: Camazzola, Antônio Carlos e Leonardo
Gols: Gioino aos 26 minutos do 1º tempo; Zé Carlos aos 34 e Washington aos 48 minutos do 2º tempo

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