Palmeiras ganha, mas não leva, e fica sem Valdivia
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sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Agência Estado 
São Paulo - O Palmeiras ganhou mas não levou, nas palavras de seu próprio advogado, Luiz Roberto Martins Castro, para definir o julgamento do recurso que tentava reduzir a suspensão do meia Valdivia pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O atleta, que não compareceu à sessão, teve sua pena reduzida de cinco para quatro partidas, mas não poderá enfrentar o Atlético Mineiro, neste domingo, no Palestra Itália, na última rodada do Campeonato Brasileiro, uma vez que só cumpriu três jogos até agora.
''Foi uma vitória que não valeu de nada'', comentou Luiz Roberto. ''Não há mais o que fazer. O Valdivia não joga mais neste campeonato''. A defesa palmeirense alegou que a procuradoria do tribunal deveria ter individualizado os dois incidentes pelos quais o jogador chileno foi acusado de agressão, e tentou defender ainda a tese de legítima defesa.
No empate por 2 a 2 com o Vasco, no dia 28 de outubro em São Januário, Valdívia deu uma cotovelada leve no pescoço do volante Thiaguinho e depois revidou um puxão de cabelo de Alan Kardec com um soco nas costas do atacante. A princípio, houve esperança. Dois integrantes do Pleno do STJD pediram a anulação do julgamento anterior, mas foram voto vencido.
O relator do processo, Paulo Valed, pediu a redução da pena de cinco para quatro jogos, uma vez que julgou que as duas infrações foram semelhantes e definidas como ''ato hostil'' (artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva). ''Não houve legítima defesa. O Alan Kardec estava de costas. Foi um revide'', argumentou Valed.
Por fim, todos acompanharam seu voto. O presidente do SJTD, Rubens Approbato, inclusive, criticou Valdivia por não ter dado um bom exemplo. ''Ele está cotado entre os melhores jogadores do campeonato e realmente foi muito caçado em campo. Mas justamente por isso precisava dar o exemplo. Não tem o direito de responder às faltas também com violência'', disse Approbato.
O Palmeiras, quarto colocado com 58 pontos, precisa vencer o Atlético para manter a posição e garantir a vaga para a Libertadores sem depender de outros resultados.
Não foi a primeira vez que o Pleno do STJD reduziu uma pena aplicada no primeiro julgamento, mas é a primeira vez neste Brasileiro que o fato de nada beneficiará o atleta. Outros casos, apenas neste Brasileiro, foram as reduções de penas dos atacantes Dodô, do Botafogo, suspenso por 120 dias por doping, e Obina, do Flamengo, que recebeu a mesma pena por agressão. Nos dois casos, as penas foram reduzidas no julgamento em segunda instância.


