Palmeiras firma pacto para voltar à elite
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segunda-feira, 15 de setembro de 2003
Agência Estado 
São Paulo - Os jogadores do Palmeiras resolveram se unir e firmar um pacto para levar o clube de volta à primeira divisão do Campeonato Brasileiro em 2004. Correr em dobro e se impor como time de tradição são algumas das receitas que o grupo comandado por Jair Picerni tentará usar a partir da segunda fase. Os cinco empates dentro do Parque Antártica em 11 jogos, e o fato de a equipe ter vencido apenas um dos oito melhores colocados da Série B (o Marília), acenderam o sinal de alerta.
Sábado, o adversário será o Avaí, em Florianópolis. Magrão e Alceu, contundidos, e MuÀoz, que recebeu o terceiro cartão amarelo contra o Gama, ficarão de fora.
''Quando o campeonato começar para valer, os times correrão dobrado. Por isso, o grupo se fechou e firmou um pacto pelo título. Vamos correr como nunca corremos. Afinal, o Palmeiras tem que subir de qualquer jeito, nem que essa seja a última coisa que eu faça na minha vida'', afirmou o lateral Lúcio.
O zagueiro Gláuber, que cumpriu suspensão contra o Gama e deve voltar ao time no sábado, admitiu que a cobrança entre os jogadores será bem maior a partir de agora. E afirmou que os jogadores conversaram basicamente sobre a melhor forma de evitar que percam a concentração no momento mais importante da temporada.
O grupo não esconde que os empates em casa contra times médios como Gama, CRB e América-RN causaram turbulência. Mas, segundo Lúcio, não podem servir de parâmetro para a torcida avaliar o real potencial da equipe. ''Aqui tudo é mais complicado. O time está na liderança, mas nem por isso deixamos de ser cobrados. Se empatamos ou perdemos, logo as perguntas aparecem: será que o time é confiável? Será que vai cair de produção no momento decisivo.''
Outra preocupação também está voltada para o grande número de gols que o time vem sofrendo em jogadas de bola parada. Sábado, foram dois contra o Gama. ''Vamos ter que mudar nossa maneira de marcar. Até agora, está sendo feita por zona, mas deve passar a ser individual'', comentou Gláuber.
O volante Marcinho, que volta ao time contra o Avaí, espera manter o tabu de jamais ter perdido para a equipe catarinense na carreira. ''Quando defendia o Figueirense, joguei quatro clássicos. Venci três e e empatei um. Tomara que a invencibilidade não termine.''


