São Paulo - Pelos cálculos do goleiro Marcos, o Palmeiras voltará a ser o melhor clube do país depois de 15 anos se somar 71 pontos ao final do campeonato. O atual líder do Brasileiro, com 50, tem mais 12 partidas pela frente, ou seja, 36 pontos em aberto. Precisaria, portanto, manter pouco mais de 58% de aproveitamento até a rodada final, no dia 6 de dezembro.
Depois da vitória sobre o Atlético-PR (2 a 1), sábado, no Parque Antarctica, o clube paulista chegou aos 64,1% de aproveitamento no torneio. ''Temos de preservar essa vantagem até o próximo final de semana. Vamos para Vila Belmiro para vencer, porque quanto mais perto pudermos chegar da taça, melhor'', afirmou o goleiro.
Desde que o formato dos pontos corridos com 20 participantes foi adotado no Nacional, o São Paulo foi campeão de todas as edições, com 75 pontos (2006), 77 (2007) e 78 (2008).
Já de olho no Santos, adversário do próximo domingo, os comandados de Muricy Ramalho apostam em dois fatores para conquistar o título que o clube não tem desde 1994.
O primeiro deles é a campanha ainda invicta da equipe em seus domínios. Em 13 jogos como mandante, o Palmeiras venceu nove e empatou quatro. Marcou 22 gols e sofreu 10. Já como visitante, o time ganhou cinco, empatou quatro e perdeu outras quatro. Fez 19 tentos e levou 15.
O segundo fator é a disposição dos últimos 12 confrontos na tabela da competição. O tetracampeão brasileiro (1972, 1973, 1993 e 1994) vai cruzar com poucos concorrentes diretos pela taça.
Pelas posições atuais, Goiás (2º) e Atlético-MG (5º) são os rivais mais próximos dos palmeirenses, que, em contrapartida, terão pela frente o ''G4'' da parte inferior da classificação.
Além de Santo André, Botafogo, Sport e Fluminense, equipes que hoje cairiam para a Segunda Divisão, o Palmeiras vai encarar o Náutico, primeiro clube acima da zona da degola.
Por outro lado, a preocupação é que, exceção feita ao Sport, todos os demais ''desesperados'' serão encarados longe do Parque Antarctica. ''Nós sabemos que não há adversários fáceis, pois o campeonato é muito equilibrado'', disse o volante Jumar, que levou o terceiro amarelo e não vai enfrentar o Santos.
Quem também está fora é o zagueiro Maurício Ramos, que ficará fora entre 30 e 40 dias em função de uma lesão aguda no púbis. O prazo para a volta do jogador foi estipulado após exame de ressonância magnética realizado ontem.
Em compensação, Cleiton Xavier, que não pegou o Atlético-PR por estar suspenso, volta ao time.

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