São Paulo - Gilson Kleina não resistiu à derrota para o Sampaio Corrêa, a terceira seguida do Palmeiras, e foi demitido nesta quinta-feira. A diretoria alviverde não quer transformar a contratação do novo técnico em outra novela e, por isso, já decidiu que vai buscar Vanderlei Luxemburgo ou Dorival Júnior. Ney Franco, atualmente no Vitória, é a terceira opção, mas conta com o voto apenas do presidente Paulo Nobre.
Nesta quinta, Paulo Nobre não quis falar publicamente sobre o perfil de treinador que ele deseja ver no comando da equipe, mas a sua ideia é contar com um técnico renomado, que seja capaz de passar mais confiança ao elenco do que Gilson Kleina.
Luxemburgo conta com a simpatia de Nobre e, embora tenha ganhado muitos adeptos nos últimos meses, ainda está longe de ser uma unanimidade no clube, especialmente entre os membros do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização). O ex-presidente Mustafá Contursi, ainda muito influente no Palmeiras, é um dos que são contra a volta do treinador.
Para retornar, o treinador que conquistou quatro títulos paulistas (1993, 1994, 1996 e 2008), dois Brasileiros (1993 e 1994) e um Rio-São Paulo (1993) pelo clube alviverde quer um contrato que lhe dê segurança. Ele não deve aceitar um vínculo de menos de dois anos e espera por uma multa grande o suficiente para que ele não seja demitido no primeiro tropeço. Para demitir Gilson Kleina, por exemplo, Nobre vai pagar ao treinador cerca de R$ 900 mil, valor equivalente a três meses de salário.
Dorival Júnior é visto no clube como um treinador experiente, que enfrenta muito menos resistência de conselheiros do que Luxemburgo e tem história no Palmeiras, o que pode lhe render mais respaldo da torcida. Seu tio, o ex-volante Dudu, foi um dos maiores jogadores da história do Palmeiras.
Para a partida contra o Goiás, neste sábado, no Pacaembu, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro, a equipe será comandada por Alberto Valentim, que foi contratado para fazer parte da comissão técnica fixa no clube.

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