Palmeiras espera por percalços na aventura pela Venezuela
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segunda-feira, 02 de maio de 2005
Agência Estado 
Caracas - Até aqui, tudo vai bem. O Palmeiras espera muitos percalços na aventura pela Venezuela e, por isso, saiu de São Paulo no domingo à tarde, três dias antes do jogo de amanhã. Na capital Caracas, o clube se isolou em um grande hotel e não foi incomodado. Ao contrário, passou despercebido. Numa metrópole mais preocupada com o beisebol e o ciclismo, foi até difícil achar um campo de futebol para treinar.
Após seis horas de vôo e uma manhã de descanso, os jogadores fizeram um treino pela tarde, no campo de um clube privado da capital venezuelana. Os outros dois gramados possíveis acabaram descartados: um não foi cedido pela prefeitura e o outro não reunia boas condições. Hoje à tarde, a delegação faz vôo de 90 minutos até o Estado de Táchira, na fronteira com a Colômbia, e encara outros 90 minutos de ônibus até San Cristóbal, local do jogo, distante 816 quilômetros da capital Caracas.
''É uma viagem dura e temos que esperar de tudo'', diz o lateral Fabiano. O temor agora é a recepção no Estádio Pueblo Nuevo, de 22 mil lugares.
Além disso, o Palmeiras teme problemas com a torcida local, mais fanática que a média dos venezuelanos. Quando visitou San Cristóbal, no início de março, o Santo André não pôde dormir por causa dos rojões na porta do hotel e, quando saiu para treinar, teve quartos invadidos e objetos pessoais roubados.
Desfalques A lista de desfalques do Palmeiras para o jogo de amanhã é longa: Magrão, Juninho Paulista, Washington, Pedrinho, Alceu, Sérgio Gioino, Roger, Diego Souza... Ao todo são três contundidos, um afastado, um negociado e sete não inscritos, sendo cinco contratados depois do início do torneio. O resultado é que a delegação palmeirense na Venezuela tem apenas 18 jogadores.


