São Paulo - Bom senso e política são os termos mais falados por Palmeiras e WTorre quando o assunto é a realização de jogos da equipe no Allianz Parque. Hoje, o mais provável é que as partidas sejam disputadas no estádio, mas ninguém se encoraja de assegurar isso. Tudo depende da Conmebol e da construtora responsável pelo estádio.
A reportagem conversou com pessoas ligadas ao assunto e os envolvidos acreditam que até amanhã a Conmebol já tenha uma decisão e, dependendo da resposta, se inicia uma nova rodada de negociações.
O regulamento da Copa Libertadores é claro. Não é permitido a exibição de marcas de qualquer empresa sem ligação com as patrocinadoras da competição. Assim, a Allianz teria de ser coberta, como acontece na Liga dos Campeões da Europa e Copa do Mundo, por exemplo. A construtora já avisou que não vai cobrir o nome de sua parceira. O Palmeiras enviou um comunicado para a entidade explicando a situação e aguarda retorno.
O problema, porém, é que a Conmebol já abriu algumas exceções para exibição de marcas durante jogos da Libertadores. Além disso, a entidade passou por uma grande reformulação nos bastidores e a nova diretoria ainda não é muito conhecida dos brasileiros. Ela pode aproveitar a situação para abrir exceção e ganhar apoio no país ou bater o pé e mandar que seja cumprido o regulamento.
O Palmeiras tenta negociar para conseguir encontrar um meio termo e jogar em sua casa. O primeiro compromisso na Libertadores como mandante será no dia 2 de março contra o Rosario Central, da Argentina.
Financeiramente, jogar fora da arena seria um prejuízo grande para todos envolvidos. O Palmeiras perderia, fazendo uma conta superficial, mais de R$ 1 milhão só de renda, enquanto que a construtora também deixaria de desembolsar uma boa quantia, além de ter que dar explicações para a Allianz.
A WTorre recentemente divulgou um manifesto criticando a entidade, por entender que o veto seria um retrocesso, já que diversos estádios estão se modernizando e ganhando "naming rights". Tanto membros da construtora quanto do clube asseguram que a última opção imaginada é atuar fora da arena. Caso isso aconteça, os confrontos deverão ser realizados no estádio do Pacaembu.
Se a Conmebol bater o pé e decidir que não abrirá exceção e a WTorre assegurar a exibição das marcas, inicia-se um novo problema. Segundo consta no contrato da arena, o Palmeiras é obrigado a jogar em seu estádio, exceto quando a construtora não permite, por causa de shows ou alguma outra eventualidade, como troca de gramado.

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