São Paulo - O Palmeiras está à espera de um contato do estafe de Valdivia para discutir como será o adeus do jogador. O meia foi anunciado ontem como reforço do Al Wahda. De acordo com nota do time dos Emirados Árabes Unidos, o chileno se apresentará assim que encerrar seu contrato com os brasileiros. Mas Valdivia ainda tem vínculo com o Palmeiras até o dia 17 de agosto. E o clube, que ainda não foi notificado oficialmente sobre a transferência pelo jogador, não sabe o que fará com ele até lá.
O meia fica no Chile até o fim da Copa América, em 4 de julho, e ainda pode fazer mais nove jogos pelo Palmeiras, opção que desagrada ao clube. São duas as opções: deixá-lo treinando até o fim do contrato ou selar um acordo para a rescisão antecipada dele.
O rompimento entre o jogador e o Palmeiras está ligado a razões financeiras. O clube não aceitou manter o salário de cerca de R$ 500 mil que o meia recebe atualmente e vinculou a renovação do contrato a uma drástica redução nos rendimentos fixos do atleta. A proposta palmeirense, rejeitada por Valdivia e seu estafe, previa um salário de R$ 150 mil mais uma bonificação de R$ 50 mil por cada partida que o jogador disputasse.
Campeão paulista pelo Palmeiras em 2008, o chileno retornou ao clube em 2010, após passagem pelo Al-Ain, também dos Emirados Árabes. Em cinco anos, o camisa 10 colecionou problemas médicos e foi rebaixado para a Série B do Brasileiro em 2012. Ele conquistou os títulos da Copa do Brasil (2012) e da segunda divisão nacional (2013).

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