São Paulo, 03 (AE) - O Palmeiras desperdiçou dois pontos preciosos para a classificação no Brasileiro ao empatar sem gols contra o Guarani, hoje à noite, no Palestra Itália. O resultado diminui as possibilidades de o time da capital em conseguir uma vaga entre os oito, que disputarão a próxima fase. Com 28 pontos em 19 jogos, o Palmeiras depende agora dos resultados dos outros concorrentes para conseguir uma vaga. O Guarani, ao contrário, tem agora 30 pontos e depende apenas de seus resultados para obter a classificação.
Foi uma partida dramática para a equipe da casa, diante de um adversário que se preocupou apenas em se defender, e o resultado transformou o Palestra Itália em silêncio no fim do jogo. A torcida apoiou o time desde a entrada dos jogadores em campo até o apito final do juiz Romildo Corrêa. Paulo Nunes, que, na véspera havia sido hostilizado por um grupo de integrantes da extinta Mancha Verde, teve seu nome gritado pela torcida. No fim do jogo, Zinho, visivelmente decepcionado com o resultado, atribuiu ao comportamento da torcida no treino de terça-feira, como um dos motivos pelo empate. "Houve pressão em cima da equipe, criaram um clima ruim, desnecessário, e estamos colhendo o que plantamos", desabafou o meia. "Agora, a classificação ficou muito, mas muito difícil mesmo."
O sistema de marcação do Guarani evitou que o Palmeiras tomasse conta da partida. O time do Parque Antártica começou disposto a decidir logo o jogo. Mas o técnico Carlos Alberto Silva armou bem a equipe de Campinas com uma linha de três zagueiros e cinco jogadores no meio-de-campo. Assim, o Palmeiras não encontrou espaço para armar as jogadas ofensivas. Nos contra-ataque, o time do interior criou bons lances, obrigando o goleiro Marcos a fazer grandes defesas.
O primeiro chute do Palmeiras a gol foi aos 16 minutos com Alex. Ele fez uma jogada individual, entrou na área, mas chutou fraco e Gleguer defendeu. Depois, aos 32 minutos, Rogério chutou de fora da área, a bola bateu em Paulo Nunes e quase enganou goleiro do Guarani, que conseguiu desviar a bola para escanteio.
A torcida do Palmeiras estava impaciente diante da falta de determinação do ataque para vencer a marcação do adversário. Aos 36, o Guarani quase marcou com Renatinho, que, de cabeça, completou um cruzamento de Silvio. Marcos defendeu. Aos 45, foi a vez do alviverde da capital desperdiçar a jogada de ataque com Paulo Nunes, que chutou a bola por cima do gol.
O Palmeiras começou o segundo tempo com o atacante Edmílson no lugar do volante César Sampaio, que se machucara. Já o Guarani reforçou seu esquema de marcação, recuando todo o time na intermediária.
Scolari tentou de tudo para furar a retranca do adversário. Aos 23, o treinador do Palmeiras tirou Evair e pôs Oseas. Um minuto depois, o meia Jackson entrou no lugar do lateral Arce.
Mas a equipe da capital não teve lucidez para criar as jogadas pelas pontas ou fazer troca de passes para abrir espaço no campo do adversário. A partir dos 30 minutos, o Guarani praticamente desistiu de jogar no ataque, esperando o tempo passar.
A torcida acreditou na vitória do Palmeiras até o último instante do jogo. Aos 43 minutos, Paulo Nunes chutou para o gol, mas Gleguer desviou a bola para escanteio. Após a cobrança, a bola sobrou para Júnior, que chutou para fora. Aos 47, na última oportunidade para o Palmeiras marcar, em nova cobrança de escanteio, até Marcos foi para a área do Guarani. Mas o time de Campinas conseguiu garantir o empate sem gols. PALMEIRAS 0 GUARANI 0 Palmeiras - Marcos; Arce (Jackson), Roque Júnior, Galeano e Júnior; César Sampaio (Edmílson), Rogério, Zinho e Alex; Paulo Nunes e Evair (Oseas). Técnico - Luiz Felipe Scolari. Guarani - Gleguer; Marcelo Souza, Edu Dracena e Marinho; Rafael (Everaldo), André Gomes, Renatinho, Silvinho (Valdir) e Rubens Cardoso; Mauro (Gílson Batata) e Marcinho. Técnico - Carlos Alberto Silva. Juiz - Romildo Corrêa (SP). Cartão amarelo - Everaldo, Oseas, Valdir, Júnior, Zinho, Marinho e Rafael. Renda e Público - não divulgados. Local - Palestra Itália.

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