São Paulo - Se o São Paulo vencer hoje o Palmeiras no Parque Antártica, será histórico. Se o Palmeiras derrotar o São Paulo no Morumbi na próxima quarta-feira, será épico.
O confronto mais destacado das oitavas-de-final da Libertadores começa hoje no território palmeirense, um alçapão até mais eficiente do que o estádio são-paulino quando o assunto é o mais nobre torneio do continente.
Pela competição, o Palmeiras disputou até hoje 37 partidas no Parque Antártica. Perdeu apenas uma mísera vez. E foi justamente para o rival de hoje no dia 24 de abril de 1974, o São Paulo venceu o Palmeiras no campo inimigo por 2 a 1 e acabou vencendo o grupo da Libertadores que reunia os dois times.
Já o clube tricolor não sabe o que é derrota em seu estádio pela competição desde 1987, quando foi dobrado por 2 a 1 pelo Colo Colo. Até o próprio Palmeiras foi vítima do campo são-paulino na Libertadores nesses últimos anos (leia texto abaixo).
O Palmeiras ostenta um impressionante aproveitamento na Libertadores em seu estádio. Conquistou 87,8% dos pontos que disputou, contando dois pontos por vitória, como faz a Conmebol em seus livros e estatísticas.
Levando em consideração apenas os donos de estádios brasileiros que mandaram mais de seis jogos na Libertadores, o Parque Antártica é o maior carrasco para os seus visitantes no torneio.
O Morumbi, que recebe em média cerca de 40 mil são-paulinos por jogo de Libertadores em sua história, vê também um ótimo aproveitamento para o seu dono na competição da Conmebol. O São Paulo ganhou 80,4% dos pontos que disputou em seu campo na disputa que empolga seus fãs.
Palmeiras e São Paulo são os clubes brasileiros que mais finais de Libertadores já fizeram. Ambos disputaram a decisão quatro vezes os são-paulinos foram campeões em 1992 e 93, e os palmeirenses ergueram o mais cobiçado troféu da América em 1999.
Os palmeirenses dominarão no público. Serão cerca de 18 mil alviverdes e só 2 mil tricolores no estádio do Palmeiras os ingressos foram todos vendidos antecipadamente. Na próxima quarta-feira, os são-paulinos darão o troco, com 70 mil ''torcedores da casa'' no maior estádio do Estado.
Clima tenso O atacante Grafite, para dizer que não faz a menor diferença jogar no estádio do rival, falou que vai fazer xixi de porta aberta, desrespeitando o Palmeiras... Enfim, o clima está quente para a partida das 21h45.
Ontem, dia seguinte à declaração de Grafite, o técnico Paulo Autuori tentou baixar a temperatura. ''Isso faz parte do folclore do futebol. Não ganha jogo. O que ganha é aplicação tática, determinação dentro do campo'', avisou.
Não adiantou, o estrago já estava feito. ''Quem tem boca fala o que quer. A gente fala depois do jogo'', rebateu o volante Marcinho Guerreiro, do Palmeiras.



EM SÃO PAULO

Palmeiras

Marcos; Gabriel, Daniel e Gláuber; Bruno, Marcinho Guerreiro, Correia, Juninho e Lúcio; Marcinho e Washington. Técnico: Paulo Bonamigo

São Paulo

Rogério Ceni; Fabão, Edcarlos (Alex) e Lugano; Cicinho, Mineiro, Josué, Danilo e Júnior; Grafite e Luizão. Técnico: Paulo Autuori

Árbitro: Sálvio Spínola Fagundes Filho
Estádio: Parque Antártica
Horário: 21h45

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