São Paulo, 03 (AE) - São Paulo e Palmeiras ficaram num cômodo e magro 0 a 0, hoje, no Morumbi. O resultado, considerado bom pelas duas equipes, não melhorou a situação de ambos na tabela de classificação. O São Paulo, que empatou pela primeira vez no Campeonato Brasileiro após 15 partidas, foi a 25 pontos e divide a segunda colocação com Flamengo, Vasco e Cruzeiro. Mas o time tem um jogo a mais que o Flamengo e dois a mais que o Vasco e o Cruzeiro. O Palmeiras, que não perde há 11 jogos, contando também a Copa Mercosul, passou a somar 23 pontos.
A ausência do são-paulino Vágner, machucado, diminuiu a tensão que cercava o clássico e talvez explique a monotonia da partida. Ele havia acusado o palmeirense Paulo Nunes de racismo e o tão esperado confronto entre os dois foi adiado.
Em campo, o Palmeiras, organizado num 4-4-2, começou melhor que o São Paulo, estruturado num 3-4-3. Marcando melhor e errando menos passes, o time de Luiz Felipe Scolari criou três boas oportunidades nos dez primeiros minutos. Na melhor delas, aos 6, Rogério fez grande defesa, após forte chute de Jackson.
O São Paulo só equilibrou o jogo a partir dos 15 minutos
mesmo assim só fazendo muitas faltas. Os três cartões amarelos da primeira etapa foram para os são-paulinos (Márcio Santos, Edmílson e Jorginho) e mesmo assim ficou barato. O alvo preferido das faltas era Paulo Nunes. O Palmeiras conseguia anular o perigoso ataque adversário, com uma marcação implacável de César Sampaio em França. O Tricolor só foi perigoso nos dez minutos finais.
Aos 37, num contra-ataque puxado por Carlos Miguel, França lançou Marcelinho, que, na saída de Marcos, tocou na trave. Aos 44, Sandro Hiroshi fez boa jogada pela direita e cruzou para França emendar de primeira, numa bola que passou muito perto da trave esquerda de Marcos.
O segundo tempo foi o inverso do primeiro. Quem começou melhor foi o São Paulo. Aos 6 minutos, Márcio Santos perdeu um gol incrível, chutando fora quando estava debaixo do gol de Marcos. O Palmeiras equilibrou a partir dos 15 minutos. Aí, Paulo César Carpegiani resolveu ousar. Retirou o lateral Edmílson e colocou Raí em campo para armar as jogadas como um meia-defensivo. Assim
deslocou Carlos Miguel para a lateral-direita, e o time, mesmo improvisado, subiu de produção.
Luiz Felipe Scolari respondeu colocando Oseas no lugar de Jackson, mas o São Paulo seguiu melhor. Nos últimos minutos, a preocupação das duas equipes, principalmente do Palmeiras, foi não errar para não perder o jogo.
O São Paulo teve duas chances para sair com a vitória contra nenhuma do rival. Aos 31, num chute cruzado de Sandro Hiroshi, bem defendido por Marcos, e aos 37, numa jogada muito bem armada. Raí lançou Hiroshi, que cruzou para França ajeitar para Carlos Miguel. O meia, um dos melhores em campo, cabeceou por cima, na pequena área, quando Marcos já estava totalmente batido.
Quando Edílson Pereira de Carvalho apitou o fim do jogo, as duas equipes pareciam aliviadas e satisfeitas. As torcidas, porém, não perdoaram o fraco futebol e vaiaram os jogadores. Ficha Técnica : São Paulo 0 X 0 Palmeiras. São Paulo Rogério; Paulão, Márcio Santos e Nem; Edmílson (Raí)
Jorginho, Carlos Miguel e Fábio Aurélio; Sandro Hiroshi, França e Marcelinho (Souza). Técnico Paulo César Carpegiani. Palmeiras Marcos; Zé Maria, Agnaldo, Galeano e Júnior; César Sampaio, Rogério, Jackson (Oseas) e Zinho; Paulo Nunes (Asprilla) e Evair (Tiago). Técnico Luiz Felipe Scolari. Juiz Edílson Pereira de Carvalho (SP). Cartão amarelo Jorginho, Edmílson, Márcio Santos, Carlos Miguel, Agnaldo, César Sampaio, Tiago. Renda Não divulgada. Público - Não divulgado. Local Morumbi.

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