Palmeiras e São Paulo evitam atrito antes de clássico
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sexta-feira, 11 de julho de 2008
Folhapress 
São Paulo - Agressões, tribunal, gás de pimenta, bate-boca entre os dirigentes. 2008 foi o ano que reacendeu, dentro e fora de campo, o clássico entre São Paulo e Palmeiras. Amanhã, ambos os lados esperam ver apenas um bom jogo de futebol.
''O que passou passou. O que houve extracampo não deve ser levado para esse jogo. O mais importante é a história dos clubes, o que significa essa partida para as torcidas'', disse o atacante palmeirense Kléber, pivô da primeira grande polêmica do Choque-Rei na temporada.
No dia 16 de março, ele anotou um dos tentos na goleada por 4 a 1 sobre o seu ex-clube, em Ribeirão Preto, pela fase de classificação do Paulista. Mas também acertou uma cotovelada no zagueiro são-paulino André Dias que lhe rendeu suspensão de três partidas.
Nas semifinais, os dois clubes se reencontraram. O futebol ficou em segundo plano com a guerra de bastidores pelos mandos de jogo - que contou até com a ajuda do governador de SP (e torcedor do Palmeiras), José Serra, para que o Parque Antarctica pudesse abrigar o segundo confronto após veto inicial da federação paulista.
No dia 20 de abril, além da vitória (2 a 0) e classificação palmeirenses à final do Estadual, o jogo também ficou marcado pelo gás tóxico lançado no vestiário são-paulino no intervalo. ''Aquilo (incidentes entre os clubes) foi algo pontual. É muito importante que nós, que estamos no comando do futebol, evitemos polêmicas e deixemos a rivalidade para o campo'', afirmou o gerente de futebol palmeirense, Toninho Cecílio.
Nesta semana, os dois lados trataram de reduzir a tensão. O goleiro Marcos lamentou pelo episódio do gás, o que mereceu elogios dos são-paulinos. Para o técnico Muricy Ramalho, ''não haverá retaliação porque não é típico do São Paulo''.
Reforço
O zagueiro Miranda escapou de cirurgia, mas teve trauma no ligamento colateral medial e pára por 30 dias. Como o time estará sem Alex Silva a partir do fim de julho, devido à Olimpíada, o São Paulo pretende apresentar o zagueiro Anderson, ex-Corinthians, que vem do Lyon por empréstimo de um ano.


