São Paulo - A discreta reapresentação do Palmeiras, na manhã de ontem, foi de alívio para a diretoria alviverde. Vágner Love estava lá. Com suas tranças azuis, o atacante correu em volta do campo com o resto do grupo. Mesmo sem protestos da torcida, o retorno do elenco foi marcado pelo constrangimento. ''Queremos que ele fique, mas, se quiser sair, só vamos liberá-lo com compensações'', disse o presidente Luiz Gonzaga Belluzzo.
O desejo manifestado publicamente pelo jogador de deixar o Palmeiras, após o episódio de agressão no final do ano passado, foi minimizado. ''Vamos agir sem espírito de revanche, com profissionalismo'', garantiu Belluzzo. ''Ele não forçou a saída, apenas mostrou desconforto com o que aconteceu''.
A situação de Vágner Love, que ontem evitou os microfones, tornou-se o principal problema para o Palmeiras neste recomeço de temporada. Será difícil achar outro clube no País disposto a bancar o salário de R$ 400 mil mensais do jogador. A diretoria garante que, enquanto não houver uma boa proposta, ele fica. ''Tenho muito carinho pelo Love. Eu disse isso para ele'', afirmou Belluzzo. ''Ele teve um papel importante na subida para a Série A, em 2003''.
A segunda passagem pelo clube alviverde, porém, não tem tido o mesmo sucesso. Em 12 jogos, o atacante marcou cinco vezes pelo Palmeiras no Campeonato Brasileiro do ano passado. Frustrada após a perda do título, parte da torcida culpou o jogador pela queda de desempenho da equipe na reta final. ''Ele foi cumpridor religioso de suas obrigações, isso não vai se perder por causa de um episódio extra-campo'', defendeu o vice-presidente de futebol Gilberto Cipullo. ''Sempre teve um comportamento exemplar''.

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