São Paulo - A semifinal entre Boca Juniors e Palmeiras às 21h45 desta quarta-feira (24), no mítico estádio La Bombonera, reúne os elencos mais caros da Libertadores. De acordo com o site alemão Transfermarket, especializado em transferências internacionais, o Boca Juniors tem um time avaliado em R$ 495,1 milhões e o Palmeiras, em R$ 329,3 milhões. Embora as cifras sejam significativas no contexto sul-americano, elas estão distantes do mercado europeu. O Barcelona, por exemplo, vale R$ 1,1 bilhão, mais do que os rivais juntos.

Dudu, um dos destaques palmeirenses, foi contratado com ajuda da patrocinadora do clube
Dudu, um dos destaques palmeirenses, foi contratado com ajuda da patrocinadora do clube | Foto: Mauro Horita/Estadão Conteúdo



O tamanho do investimento desses dois clubes é diretamente proporcional à responsabilidade e cobrança de vencer. Antes de Felipão chegar, o Palmeiras vinha sofrendo com cobranças de campo relacionadas à quantidade de dinheiro gasto na compra de seus jogadores. Eduardo Carlezzo, advogado especialista em negociações internacionais, disse ao Estado de S. Paulo que os dois clubes colhem os frutos esportivos de um fortíssimo investimento em atletas.

"Neste ano, a Libertadores chega à fase semifinal seguindo o que ocorre na Liga dos Campeões há muito tempo: sem surpresas, com a presença dos times grandes e ricos do continente. Já nas oitavas de final, ocorreu movimento semelhante, sendo o Tucumán o único intruso entre as equipes de tradição e com melhor situação financeira", diz Carlezzo. "O dinheiro falou mais alto, contrariando os resultados dos últimos cinco anos, quando clubes pequenos avançaram às semifinais e à própria final", lembra.

O Boca se fortaleceu após a Copa do Mundo da Rússia e gastou cerca de US$ 18 milhões (cerca de R$ 69 milhões) em reforços. Mauro Zárate, Sebastián Villa, Carlos Izquierdoz, Esteban Andrada e Carlos Lampe foram contratados nos últimos meses. O time é patrocinado pela empresa área Qatar Airways, que fechou acordo até 2023. Segundo a imprensa argentina, são US$ 5 milhões (R$ 18 milhões) por ano.

Outra parte das receitas do Boca vem dos associados. O clube possui cerca de 98 mil sócios, que geram 900 milhões de pesos anuais (R$ 90 milhões). Nas últimas duas temporadas, a equipe teve 400 milhões de pesos de lucro (R$ 40 milhões).

O Palmeiras também tem um patrocinador forte. A Crefisa e a Faculdade das Américas investem R$ 78 milhões anualmente, montante destinado ao contrato de patrocínio, ajuda em pagamentos de salários de jogadores e premiação. Trazida durante a gestão do presidente Paulo Nobre, em 2015, a empresa vem sendo um dos pilares desde que a parceria foi firmada. Nos últimos anos, o time contou com a parceira para trazer Dudu, Felipe Melo, Lucas Lima e Borja, entre outros. Reforços como Diogo Barbosa, Marcos Rocha, Weverton e Emerson Santos chegaram com os recursos do clube.

EM BUENOS AIRES

Boca Juniors
Rossi; Jara, Izquierdoz, Magallán e Olaza; Nández, Barrios e Pablo Pérez; Pavón, Ábila e Zárate. Técnico: Guillermo Schelotto

Palmeiras
Weverton; Mayke, Luan, Gustavo Gómez e Diogo Barbosa; Felipe Melo, Bruno Henrique, Moisés e Dudu; Willian e Borja. Técnico: Luiz Felipe Scolari

Árbitro: Roberto Tobar (Chile).
Estádio: La Bombonera
Horário: 21h45

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