São Paulo - O Palmeiras, que é líder do Brasileiro e hoje pega o Figueirense, às 22 horas, encontrou uma justificativa para ter alcançado o topo do campeonato. No clube, é quase um consenso que a saída do chileno Valdivia, então ídolo intocável da equipe, fez o time deslanchar na tabela.
Desde a comissão técnica, passando por alguns jogadores e até pela cúpula do clube, todos dizem que a evolução tem relação com a saída do meia, que foi para o futebol árabe e rendeu cerca de R$ 16 milhões aos cofres do clube. A explicação é a seguinte: sem Valdivia, o time passou a jogar melhor coletivamente. Na época em que ele estava no time, centralizava muito o jogo.
"Acho que poderia ter havido essa evolução com ele também. Mas o que a gente sempre disse quando vendemos o Valdivia é que a equipe se manteria competitiva sem ele. E é o que está acontecendo agora", afirmou o gerente de futebol palmeirense, Toninho Cecílio.
Antes mesmo de Valdivia deixar o Palmeiras, o técnico Vanderlei Luxemburgo dizia no clube que, com a venda do atleta, o time mostraria evolução. Em especial o meia Diego Souza, que, de fato, evoluiu depois que o colega se foi. Não à toa, Valdivia e Luxemburgo se desentenderam às vésperas de negociação com o Al Ain, dos Emirados Árabes.
O time que pega o Figueirense hoje à noite treinou ontem em Florianópolis. Os jogadores também festejam a evolução do time. E citam ainda a maior consistência defensiva. "A marcação melhorou, mas o mérito é de todos. O Vanderlei cobra muito que os homens de frente exerçam pressão já no ataque", disse o atacante Alex Mineiro.

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