São Paulo - O Palmeiras descartou o uso do Viagra, remédio para disfunção erétil, para tentar diminuir os efeitos dos quase 4.000m de altitude de Potosí, na Bolívia, no dia 4 de fevereiro, quando enfrenta o Real Potosí no jogo de volta do duelo que vale vaga na fase de grupos da Taça Libertadores da América. O primeiro jogo será em São Paulo, no próximo dia 28.
Na última segunda-feira, o Grêmio também havia negado que possa fazer uso da pílula na Libertadores. No ano passado, o especialista em doping Luís Horta, diretor do Laboratório de Análises e Dopagem de Portugal, afirmou que a pílula aumenta o rendimento esportivo na altitude.
''Duvido que apareçam comprovações (do efeito benéfico do remédio) e a gente realmente o utilize. Sempre existem novidades. A gente gostaria de utilizar isso desde que fosse comprovada (a melhora). Aí sim tentaríamos entrar em um consenso, mas não vamos usar somente porque em algum outro lugar estão utilizando'', disse Cláudio Pavanelli, fisiologista do Palmeiras.
O presidente da Wada (Agência Mundial Antidoping), John Fahey, declarou que a organização está patrocinando um estudo para avaliar se o uso de Viagra - que não está classificado como substância dopante - aumenta o rendimento dos atletas.
O vencedor do duelo eliminatório entre Palmeiras e Real Potosí entrará no Grupo 1 da Libertadores, ao lado de Sport, campeão da última Copa do Brasil, da LDU, a atual campeã do torneio continental, e do Colo-Colo.
Histórico
Dois times brasileiros já sentiram o drama de atuar em Potosí recentemente. Na Libertadores de 2007, o Flamengo sofreu muito para arrancar um empate por 2 a 2. Os atletas do time carioca constantemente iam ao banco de reservas para fazerem uso de máscaras de oxigênio.
Neste ano, também na Libertadores, o Cruzeiro provou o martírio de atuar em altitude tão elevada e seu deu mal. O time mineiro foi goleado por 5 a 1 pelo Real Potosí, na fase de grupos.

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