Palmeiras demite Oswaldo e quer Marcelo Oliveira
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terça-feira, 09 de junho de 2015
Daniel Batista<br>Agência Estado 
São Paulo - O Palmeiras quer fechar o quanto antes com o técnico que virá para o lugar de Oswaldo de Oliveira, demitido ontem, e tudo caminha para que Marcelo Oliveira seja o novo comandante. O acerto pode acontecer até o fim da semana, mas Alberto Valentim dirigirá a equipe contra o Fluminense, neste domingo, no estádio Allianz Parque.
Antes mesmo do anúncio oficial da queda de Oswaldo de Oliveira, o Palmeiras já tinha enviado uma proposta para Marcelo Oliveira. O clube não quer pagar mais do que R$ 350 mil fixos de salário para ele, que recebia mais de R$ 500 mil no Cruzeiro. Em entrevista, o ex-técnico cruzeirense disse que sua ideia era descansar, mas pode repensar a decisão caso receba uma boa proposta. "No primeiro momento, eu queria descansar, mas futebol é dinâmico. De repente, uma proposta interessante, que me aguce o desafio, me faz mudar de ideia. O ano está começando e tem um longo tempo para evoluir o trabalho. É isso que penso neste momento".
O clube só negocia com Marcelo Oliveira - fez uma sondagem a Cuca há algumas semanas. Não existem outros nomes cotados no clube porque é grande a confiança em fechar com o ex-técnico do Cruzeiro, com quem Alexandre Mattos, diretor de futebol, foi bicampeão brasileiro.
O dia foi agitado no Palmeiras ontem. Por volta das 14 horas, a diretoria se reuniu com Oswaldo de Oliveira e o comunicou de que ele não ficaria mais no comando da equipe. "Nós chegamos à conclusão de que os resultados estavam se afastando dos objetivos traçados e entendemos que o melhor seria a troca do comando técnico", disse o presidente Paulo Nobre.
Mas a justificativa do dirigente não foi bem aceita por Oswaldo de Oliveira, que se despediu dos funcionários e jogadores com muita emoção, já que era querido pela maioria deles. Sem papas na língua, o treinador disse que Paulo Nobre foi obrigado a atender aos pedidos de outras pessoas para demiti-lo. "Sabemos que tem uma carga emocional muito grande vinda de fora, muita pressão que acaba desequilibrando as pessoas que comandam o futebol e não se sustentam no que é racional e óbvio", disse o treinador. "A sequência de trabalho era para ser mais respeitada, mas não foi".


