Palmeiras controla os nervos em Extrema
São Paulo - O Palmeiras foi para Extrema (MG), ontem, para tentar controlar seus nervos. Às vésperas da ''decisão'' do Campeonato Brasileiro - esta é a maneira como o técnico Jair Picerni encara o jogo contra o Inter, domingo, às 16 horas, no Palestra Itália - , o elenco palmeirense viajou em clima de tensão. O refúgio deve ser providencial para aparar as arestas.
Ontem, antes da viagem para Extrema, Picerni deixou claro que alguma coisa não vai bem no Palmeiras. ''O emocional do grupo não está legal'', admitiu o treinador. ''E precisamos de tranquilidade total para fazer esses últimos dois jogos.''
A derrota de virada para o Juventude, por 3 a 2, no último domingo, ainda rende problemas ao técnico. Afinal, caso tivesse conquistado pelo menos um ponto em Caxias do Sul, o Palmeiras já teria praticamente garantido sua permanência na Série A. Como isso não aconteceu, surgiram algumas acusações veladas após o jogo - o atacante Enílton, por exemplo, comentou sobre a má performance da defesa.
Picerni revelou ontem que assuntos não condizentes ao futebol acabaram sendo abordados no vestiário e aproveitou, inclusive, para dar um puxão de orelha em quem falou o que não devia. ''Algumas coisas que foram ditas não tiveram nada a ver. E se o Enílton falou alguma coisa, está equivocado. Agora é hora de dividir responsabilidades e não de acusar o outro'', avisou o treinador.
Ninguém, porém, quis comentar a questão com mais profundidade. O fato é que não faltou discussão no vestiário palmeirense em Caxias do Sul. ''Houve apenas cobranças e não críticas. Todo mundo ficou falando, cobrando'', disse o volante Wendel. ''Uma derrota naquelas circunstâncias gera muita coisa. Com a cabeça quente, é normal discutir'', definiu o goleiro Diego Cavalieri.





