São Paulo - Alguns jogos são decididos quando um time anula a principal jogada do rival, além, é claro, de jogar melhor que ele. Se o Corinthians resolver adotar a primeira tática contra o Palmeiras, no próximo domingo, pode se dar mal. Isso porque Felipão tem nas mãos um elenco que não é escravo de uma jogada só. O leque é surtido.
Basta ver que 16 jogadores já fizeram gols na temporada. Todos os setores contam com representantes na lista, exceto os goleiros. ''Estamos focados e com todo mundo fazendo a sua parte e ajudando em outras funções também. Todo mundo marca e todo mundo ataca neste Palmeiras'', destacou Tinga.
Até o fim do ano passado, o ponto forte da equipe de Felipão era a bola parada dos pés de Marcos Assunção. Ocorre que os gols dessa forma pararam de sair e a fonte secou, embora o jogador continue ajudando o time. Com isso, ele passou a se aprimorar nas assistências e os resultados começaram a aparecer de outra forma, através dos gols de cabeça de Thiago Heleno e Danilo, por exemplo, em bolas levantadas na grande área.
Hoje, o Palmeiras pode ir atrás da vitória de diferentes maneiras, sem depender dos gols do atacante Kléber. No cardápio tem os chutes de fora da área de Valdivia, as cabeçadas certeiras dos zagueiros, os arremates de Márcio Araújo na condição de elemento surpresa, dentre outras possibilidades.
Exatamente por tal versatilidade, Felipão tem evitado fazer mudanças drásticas na equipe. Quando perde algum jogador por lesão ou suspensão, tenta encontrar um substituto com características semelhantes para não afetar o esquema do time. ''Os resultados estão vindo. Então, não tem motivos para mexer. Temos um grupo formado por jogadores que estão com fome, que querem ser alguém no futebol e isso facilita na hora de comandá-los. Eles confiam em mim'', disse o treinador. Até por isso, Wellington Paulista não é o titular durante a Copa do Brasil.
E o fato de não centrar as jogadas em cima apenas de um atleta é outro ponto fundamental para o sucesso palmeirense. Felipão quer todo mundo se sentindo valorizado. ''Não adianta termos estrelas e não ter um grupo guerreiro, que corra. Quando vencemos, todos brilham, e quando perdemos, todos se apagam'', disse Márcio Araújo, que fez diante do Mirassol seu primeiro gol na temporada, o segundo com a camisa alviverde.

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