São Paulo, 08 (AE) - Em partida prejudicada pela arbitragem de Jorge Travassos, do Rio, o Palmeiras empatou por 2 a 2 com o Atlético-PR, hoje à tarde, no Palestra Itália, pelo Campeonato Brasileiro. A equipe paulista, que jogou mal e estava perdendo por 2 a 1, conseguiu a igualdade nos acréscimos, com um gol de Paulo Nunes, evitando um vexame maior. Foi um sufoco para o Alviverde.
Logo aos 16 minutos do primeiro tempo, o mesmo Paulo Nunes abriu o placar, aproveitando cruzamento de Zé Maria pela direita e a desatenção da defesa paranaense. O gol empolgou os torcedores, que esqueceram o frio e começaram a apoiar o time. Os que esperavam nova goleada, a exemplo dos 7 a 0 diante do Racing, da Argentina, no meio da semana, ficaram decepcionados.
O Atlético, com atletas rápidos e habilidosos na frente, não deixou o Palmeiras jogar. "A bola não parava no pé dos nossos jogadores", lamentou o zagueiro Roque Júnior, no intervalo. Seu companheiro na defesa, Rivarola, teve atuação desastrosa, e a equipe comandada pelo técnico Oswaldo Alvares chegou rapidamente ao empate, com Kleber, aos 26 minutos.
No Palmeiras, a ausência de um meia de criação facilitou a vida do Atlético. O técnico Luiz Felipe Scolari escalou três atacantes - Paulo Nunes, Oseas e Euller -, todos confusos em campo. Evair, que sofreu uma intoxicação alimentar no sábado, começou o jogo na reserva. Os paranaenses viraram aos 40, outra vez com Kleber, e poderiam ter feito mais. Os palmeirenses preferiram criticar a arbitragem.
No fim da etapa inicial, o capitão César Sampaio e Zinho resolveram reclamar com Travassos. Precisaram ser contidos pelos companheiros e acabaram punidos com o cartão amarelo. "Não dá para jogar", afirmou Zinho. "Estamos sendo agarrados em campo e o juiz não faz nada." A equipe só melhorou com Evair e Arce, substitutos de Euller e Zé Maria, respectivamente. Rivarola também saiu, aplaudido pela torcida, para a entrada de Edmílson.
Com quatro atacantes, o Palmeiras começou a pressionar. O Atlético, no contra-ataque, quase fez o terceiro. Depois de muitas tentativas, Paulo Nunes, de cabeça, empatou aos 46 minutos, em passe de Oseas. "Não foi fácil", explicou o atacante. O lance irritou os paranaenses, que pediram impedimento.
"Todo time que jogar em São Paulo vai sofrer com essas falhas da arbitragem", ressaltou, indignado, o goleiro Flávio. Scolari também não poupou Travassos. "O Armando Marques pede para os juízes punirem os agarrões na área, mas isso não acontece", disse. "Vou pedir para os meus jogadores fazerem o mesmo, pois não quero ser o único bobo da corte." Pelo Brasileiro, o Palmeiras volta a jogar quarta-feira à noite, contra o Atlético-MG, em Belo Horizonte. Amanhã, o goleiro Marcos e o meia Alex, que estavam na seleção brasileira, reapresentam-se ao clube.
Ficha técnica: Palmeiras 2 x 2 Atlético-PR. Gols Paulo Nunes aos 16 e Kleber aos 26 e aos 40 minutos do primeiro tempo; Paulo Nunes aos 46 do segundo. Palmeiras Sérgio; Zé Maria (Arce), Rivarola (Edmílson), Roque Júnior e Júnior; César Sampaio, Rogério e Zinho; Paulo Nunes, Euller (Evair) e Oseas. Técnico Luiz Felipe Scolari. Atlético-PR Flávio; Alberto, Reginaldo, Gustavo e Vanin; Axel, Clóvis, Adriano (Jorginho) e Kelly (Fabiano); Lucas e Kleber (Kléberson). Técnico Oswaldo Alvarez. Juiz Jorge Travassos (RJ). Cartão amarelo Rivarola, César Sampaio, Zinho, Alberto, Axel e Clóvis. Cartão vermelho Kleberson. Público 6.975 pagantes. Local Palestra Itália.

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