Campinas - A Ponte Preta apostou tudo no primeiro jogo. Mas o Palmeiras dosou suas fichas e quebrou a estratégia adversária com inteligência, vencendo o jogo de ida da final do Paulistão por 1 a 0, ontem, em Campinas.
Além do gol de Kléber, que dá tranquilidade à equipe para o próximo domingo, Vanderlei Luxemburgo soube blefar na hora certa, quando tirou o meia Valdivia de campo. ''O Luxemburgo tirou o Valdivia que estava pendurado. Foi uma substituição inteligente'', reconheceu o goleiro Marcos ao final do confronto no Moisés Lucarelli.
Assim, o Palmeiras terá força máxima, exceção feita ao volante Léo Lima, que já desfalcou o time na partida de ontem. Mas o plano de jogo de Luxemburgo contou com uma ajuda importantíssima de um de seus azes. Foi o atacante Kléber, logo aos 20 minutos, quem marcou o tento precioso que dá a vantagem de perder por um gol de diferença no jogo de volta para ficar com o título. Da linha do gol, ele recuou até a pequena área para, com seu 1,73 metro de altura, subir mais alto que a defesa e vencer Aranha no escanteio batido pelo lateral-esquerdo Leandro.
A partir do gol, o Palmeiras conseguiu transformar o ímpeto da Ponte Preta, que começara a partida em cima do oponente com uma linha de três atacantes, em pressa. Os erros tornaram-se numerosos. Mesmo com um futebol mais cauteloso, o Palmeiras foi preciso. Marcou o trio ofensivo da Ponte e anulou completamente o miolo formado por três volantes do adversário.
Sem seus meias de criação - Elias lesionado e Renato suspenso -, a equipe campineira tentava pelas pontas. Na esquerda, Vicente pecava nos cruzamentos. Na direita, Raulen, que substituía outro suspenso, Eduardo Arroz, foi mal no apoio e na marcação. Giuliano entrou em seu lugar já na volta para a etapa final mas produziu pouco.
''Tomamos um gol de bobeira. Agora vamos ter de buscar'', lamentou o zagueiro João Paulo, que seguirá no time mesmo como retorno do titular César. Jean tomou o terceiro amarelo e está fora da decisão.
Mesmo sem Valdivia para marcar, a Ponte se perdeu taticamente. Luxemburgo tratou de complicar ainda mais a situação do rival ao colocar, além de Denílson, o atacante Lenny na vaga de um cansado Kléber.
Diante da correria de uma dupla com fôlego renovado, o Palmeiras tratou de administrar a enorme vantagem que obteve para ficar com a taça. À Ponte, que passou a semana dizendo que precisava vencer em casa para ter chances de parar o time da capital, resta a esperança de o adversário arriscar demais e perder a aposta final.


EM CAMPINAS

Ponte Preta 0

Aranha, Raulen (Juliano), João Paulo, Jean e Vicente; Deda, Bilica, Conceição e Luís Ricardo; Wanderley e Danilo Neco (Leandro). Técnico: Sérgio Guedes

Palmeiras 1

Marcos, Élder Granja, Gustavo, Henrique e Leandro; Pierre, Wendel, Diego Souza e Valdivia (Denílson); Kléber (Lenny) e Alex Mineiro (Makelele). Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira
Estádio: Moisés Lucarelli
Gol: Kléber, aos 20 minutos do 1º tempo
Público: 19.111
Renda: R$ 663.643

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