São Paulo - Com mais bola, mais coração e mais controle dos nervos, o Palmeiras eliminou o São Paulo e chegou à final do Campeonato Paulista pela primeira vez em nove anos. A incontestável vitória por 2 a 0, ontem no Palestra Itália, foi construída com uma atuação impecável das estrelas e dos coadjuvantes palmeirenses. Na final contra a Ponte Preta, o alviverde tentará conquistar seu primeiro título estadual desde 1996.
Palmeiras e São Paulo fizeram um jogo igual até a metade do primeiro tempo. O Tricolor jogava pelo empate e não dava espaço para as iniciativas alviverdes. Com suas principais armas ofensivas neutralizadas, o Palmeiras chegou ao gol com Léo Lima, aos 22 minutos. O volante recebeu na intermediária, teve tempo de ajeitar a bola, o corpo e bater forte. O tiro saiu no meio do gol, mas o goleiro Rogério Ceni falhou.
A diferença no placar se transformou também em superioridade dentro de campo. O Palmeiras passou a mandar no jogo, mas o São Paulo conseguiu segurar o ímpeto do adversário até o final do primeiro tempo.
No intervalo, mais uma polêmica para as muitas que já se somavam ao clássico. O time do São Paulo não conseguiu ficar no vestiário por conta de um gás misterioso lançado lá, e foi obrigado a descansar e ouvir as instruções de Muricy dentro de campo.
No segundo tempo, o técnico são-paulino fez o que pôde: mandou Borges no lugar de Dagoberto, Hugo na vaga de Júnior e até o garoto Sérgio Mota, em substituição a Joilson. Mas nada adiantou. O São Paulo não conseguia chegar perto do gol palmeirense, com exceção das sempre perigosas bolas paradas alçadas na área.
Para piorar, Valdivia cavou a expulsão do zagueiro André Dias. Com um jogador a mais em campo, as coisas ficaram ainda mais fáceis para o Palmeiras, que chegou ao segundo gol em um contra-ataque puxado por Wendel. Ele invadiu a área e deixou Valdivia livre para marcar. Durante a comemoração, o meia chileno irritou os são-paulinos, mas o corte de energia elétrica no Palestra Itália esfriou o clima entre os jogadores.
Depois de 16 minutos de paralisação, o clássico recomeçou. Mas já estava tudo decidido. o árbitro Wilson Seneme, elogiado pelos dois lados antes e após a partida, ainda expulsou o volante Martinez de campo, o que não diminuiu a festa da torcida palmeirense pela vitória e a classificação para a final do Paulistão.


EM SÃO PAULO

Palmeiras 2

Marcos; Élder Granja, Gustavo, Henrique e Leandro; Martinez, Léo Lima, Diego Souza (Wendel) e Valdivia; Alex Mineiro (Lenny) e Kléber (Denílson). Técnico: Vanderlei Luxemburgo

São Paulo 0

Rogério Ceni; Alex Silva, André Dias e Miranda; Joilson (Sérgio Mota), Fábio Santos, Hernanes, Jorge Wagner e Júnior (Hugo); Dagoberto (Borges) e Adriano. Técnico: Muricy Ramalho

Árbitro: Wilson Luiz Seneme
Estádio: Palestra Itália
Expulsões:André Dias e Martinez
Gols: Léo Lima, aos 22 minutos do 1º tempo; Valdivia, aos 39 minutos do 2º tempo

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