Palmeiras busca sobrevida na Mercosul
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terça-feira, 12 de dezembro de 2000
Agência Folha De São Paulo 
A festejada campanha boa e barata do Palmeiras neste semestre precisa de uma vitória hoje contra o Vasco, às 21h40, no Palestra Itália, na segunda partida das finais da Copa Mercosul, para ainda poder ser encerrada com a conquista de um título. Caso vença por qualquer placar, a equipe paulista provocará a terceira partida, também no seu estádio e ainda sem data definida. Uma derrota ou empate, porém, fariam o Vasco que venceu o jogo de ida no Rio por 2 a 0 na quarta-feira passada ser campeão e deixariam o Palmeiras, apesar do que obteve até agora, na condição de coadjuvante no semestre, já que entraria em férias sem nenhum título para comemorar.
Houve, sim, uma conquista no período, a da estreante Copa dos Campeões, contra o Sport, no final de julho, mas o time na época era comandado por outro técnico, Flávio Teixeira, e não contava com vários dos jogadores atuais.
Esse título, por sinal, deu ao Palmeiras a tranquilidade necessária para o treinador Marco Aurélio conseguir superar um início difícil, pois o feito já havia dado à equipe uma vaga na Libertadores.
Preocupado, inicialmente, em apenas se preparar para a próxima temporada, o time, no entanto, começou a surpreender e estabeleceu como meta ser campeão, ao menos, de um torneio, para obter uma maior valorização.
O trabalho que a gente fez até agora não vai ser esquecido, mas o coroamento é o título, afirmou o volante Flávio. Para conquistar esse objetivo, os atletas estão dispostos a se sacrificar. O atacante Tuta, que ainda se recupera de contusão, poderá iniciar a partida de hoje. O outro problema para a equipe será o cansaço com a maratona de jogos que vem cumprindo. A última vez em que o time teve uma semana de intervalo entre uma partida e outra foi entre o jogo de 12 novembro contra o Bahia e o do dia 19 contra o Guarani, ambos pela Copa João Havelange. Desde então, foram oito partidas em 21 dias, uma média de uma a cada 2,6 dias.
Na série contra o Vasco, está em jogo ainda uma disputa entre um novo e um velho conceito de como se formar uma boa equipe. A equipe carioca encampa a fórmula tradicional, de muito dinheiro para poder comprar os passes de atletas caros. No Palmeiras, a necessidade fez surgir outro modelo, com pouco investimento financeiro em jogadores baratos e esforçados.
Como a vantagem do empate, o técnico Oswaldo de Oliveira deve armar o Vasco com cautela, explorando os contra-ataques com Euller e Juninho Paulista que volta ao time depois de cumprir suspensão.


