Palmeiras briga por G-4; Atlético, contra Z-4
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 03 de junho de 2011
Fábio Galão <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Palmeiras e Atlético entram em campo pressionados hoje à noite no Canindé, em São Paulo, em confronto pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. Para o Verdão, a pressão é ''positiva'': somou quatro pontos nas duas primeiras partidas e, caso vença o Furacão, pode terminar a rodada no G-4 do Nacional. Para o Atlético, a pressão é diferente. O time é um dos lanternas do Brasileiro. Não marcou nenhum gol e foi derrotado por Atlético Mineiro e Grêmio nos dois primeiros compromissos.
Para conseguir a recuperação no campeonato, o técnico Adilson Batista, criticado pelo seu apreço por volantes, estuda uma formação mais ofensiva. O time terá dois desfalques. O volante Paulo Roberto, que sofreu uma torção no tornozelo na semana passada, continua fora do time.
A outra ausência será a do atacante Guerrón, que causou constrangimento nos últimos dias ao dizer a uma rádio do Equador que estava acertando transferência para o CSKA, da Rússia, negociação que o Atlético desconhecia. A justificativa oficial para o desfalque é que o equatoriano está com um problema no joelho.
Como Adailton deve ser mantido no ataque, Nieto e Madson disputam para ver quem joga ao lado dele. O meio-campo com três volantes que Adilson adora pode ser alterado para uma formação com dois meias, mas o técnico faz mistério. ''Vamos deixar o Felipão pensar'', brincou o treinador. Adilson deixou claro que pretende mexer no time dependendo da situação no campeonato e das características do adversário.
''O Palmeiras joga diferente do Grêmio. Cada jogo tem uma história. O ideal é ter uma formação básica, mas é difícil ter em 38 jogos a mesma equipe. Você vai ter que lidar com suspensões, contusões, queda de rendimento'', explicou.
No Palmeiras, a principal novidade deve ser a volta do atacante Adriano, ''punido'' com a reserva no empate em 1 a 1 com o Cruzeiro na última rodada em razão de ter chegado atrasado a um treino.
O técnico Luiz Felipe Scolari tem uma relação próxima com Adilson Batista: em 1995, ambos foram campeões da Libertadores com o Grêmio, com Felipão no banco e o hoje treinador atleticano como zagueiro e capitão. Ontem, Adilson disse que Scolari é ''um pai'' para ele no futebol.
O técnico palmeirense defendeu o amigo das críticas pela má fase do Atlético, mas ressaltou que o Verdão vai buscar a vitória em casa. ''O Adilson chegou há pouco tempo e está tentando encontrar o melhor. O Atlético não começou bem a competição, mas isso não significa que (a partida) vai ser fácil. Não existe jogo simples no Campeonato Brasileiro'', disse Felipão.
EM SÃO PAULO
Palmeiras
Marcos; Cicinho, Danilo, Thiago Heleno e Gabriel Silva; Márcio Araújo, Marcos Assunção, Lincoln e Luan; Kleber e Adriano.
Técnico: Luiz Felipe Scolari
Atlético-PR
Márcio; Rômulo, Manoel, Rafael Santos e Paulinho; Deivid, Marcelo Oliveira, Cléber Santana (Branquinho ou Heverton) e Paulo Baier; Adailton e Nieto (Madson).
Técnico: Adilson Batista
Árbitro: Péricles Bassols Cortez (RJ)
Estádio: Canindé
Horário: 18h30


