Palmeiras assume liderança do Brasileirão
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domingo, 28 de setembro de 2008
Antero Greco<br>Agência Estado 
Recife - O futebol tem algumas convenções. Uma delas diz que time, para ser campeão, precisa ganhar com regularidade fora de casa. Outra indica que, em torneios por pontos corridos, empates frequentes são mais prejudiciais do que derrotas esporádicas. O Palmeiras ontem desrespeitou essas duas regras não escritas, ficou no 0 a 0 com o Náutico, em Recife, e teria desperdiçado oportunidade de dar o pulo do gato para ultrapassar o Grêmio na liderança do Brasileirão. Mas a teoria foi derrubada com a ajuda do Inter, que massacrou o rival no clássico gaúcho, e deixou os palmeirenses no primeiro lugar.
Agora, Palmeiras e Grêmio têm os mesmos 50 pontos, mas a vantagem no desempate é palmeirense, por ter maior número de vitórias (15 a 14). Enquanto isso, o Náutico chegou aos 30 pontos e segue correndo risco de rebaixamento.
Desta vez, porém, o empate não foi danoso, se bem que beliscar vitórias como visitante não tem feito parte da rotina palmeirense em sua tentativa de chegar ao quinto título brasileiro. Até agora, foram só quatro triunfos como visitante, contra quatro empates e seis derrotas. Retrospecto pouco entusiasmante, como o futebol que os jogadores do Palmeiras mostraram na tarde quente deste domingo, no Estádio dos Aflitos.
Embora tenha entrado com força máxima para o duelo na capital pernambucana, o Palmeiras criou apenas três ou quatro chances para marcar seu gol. O primeiro lance de criatividade palmeirense surgiu aos 12 minutos, em tabela entre o meia Diego Souza e Martinez. O volante transformado em terceiro zagueiro se viu na cara do goleiro Eduardo, mas na hora H travou o pé no chão e permitiu a defesa.
Seis minutos mais tarde, o atacante Kléber recebeu de presente rebote da zaga do Náutico, teve o gol aberto e chutou para fora. Em linguagem televisiva, esse foi o resumo dos ''melhores momentos'' da fase inicial - que não tomou mais do que 30 segundos de imagens. Antologia de jogadas pobre, mas fiel à postura dos dois times, que deixaram os minutos escorrerem preguiçosamente pelo cronômetro do árbitro Leandro Vuaden.
O Náutico até tentou ser mais ousado na segunda etapa, foi para cima, provocou alguns arrepios no goleiro Marcos, mas mostrou limitação. O Palmeiras, sem grande interesse em expor-se, teve uma boa chance com
Diego Souza entrou pelo lado direito da área, chutou rasteiro e Eduardo tirou com os pés.
NO RECIFE
Náutico 0
Eduardo; Ruy, Vagner, Everaldo e Alessandro Silva; Hamilton, Adriano, Valdeir e Gilmar (Felipe); Kuki (Clodoaldo) e Paulo Santos (Geraldo). Técnico: Roberto Fernandes
Palmeiras 0
Marcos; Gustavo, Maurício e Martinez; Élder Granja, Pierre (Léo Lima), Sandro Silva, Diego Souza (Evandro) e Leandro; Alex Mineiro (Thiago Cunha) e Kléber. Técnico: Vanderlei Luxemburgo
Árbitro: Leandro Vuaden (RS)
Estádio: Aflitos
Renda e público: não divulgados


